Mostrando postagens com marcador -Canada. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador -Canada. Mostrar todas as postagens

20190917

Biplano Fleet Model 1



Projetado pelo Major Reuben Fleet como uma versão menor do avião treinador militar PT-3, o Fleet, compacto e relativamente barato foi à primeira aeronave especificamente projetada para o mercado civil de treinamento de vôo.

O Fleet Model 1, originalmente denominado Consolidated Model 14 Husky Junior e seus derivados eram uma família de aeronaves biplanas de instrução e esportivas produzidas nos Estados Unidos e no Canadá nas décadas de 1920 e 1930.

Eram biplanos com asas escalonadas, trem fixo e cockpit aberto para dois ocupantes. A fuselagem era feita de tubo de aço soldado com estruturas laterais triangulares e as asas tinham uma longarina de madeira com nervuras de duralumínio, sendo a aeronave toda coberta de tecido.

Apesar de uma semelhança com outros modelos da Consolidated, em sua época, era um projeto totalmente novo, originalmente criado como um meio para entrar no mercado civil, porem a empresa abandonou essa ambição pouco antes da conclusão do primeiro protótipo. Os direitos de fabricação foram então adquiridos pelo designer e presidente da Consolidated, Reuben Fleet

Em 9 de novembro de 1928, efetuou o seu primeiro vôo.

Foi um sucesso imediato, e somente no primeiro ano de produção, mais de 300 unidades foram vendidas. A Consolidated respondeu rapidamente comprando a Fleet Aircraft e mantendo-a como subsidiária ao abrir uma segunda linha de produção em Fort Eire, Ontario, Canadá. A fabricação canadense foi também um grande sucesso, com cerca de 600 exemplares construídos para a Royal Canadian Air Force.

Dos fabricados nos EUA, um pequeno número foi comprado pelos militares do Corpo Aéreo do Exercito.  Um protótipo inicial de aeronave e seis subseqüentes treinadores foram comprados pela Marinha. Uma destas versões a N2Y-1, assim como o Curtiss F9C Sparrowhawk foi equipada com ganchos para capturara por trapézio nos dirigíveis USS Akron e do USS Macon [1].

Em 6 de julho de 1930, o piloto de dublês Paul Mantz pilotando um biplano Fleet Model 2 realizou 46 loops consecutivos, conseguindo um recorde internacional que durou quase 50 anos.




Muitos destas aeronaves terminaram em mãos de pilotos civis, que as usavam para recreação e com fins comerciais, fornecendo serviços de passeios e pequenas viagens.

Uma boa história a respeito disto pode-se encontrar no livro “Ilusões”- As Aventuras de um Messias Indeciso de Richard Bach. Livro que comprei em 16 de julho de 1980, reli em Dezembro de 1990 e mais uma vez em Abril de 2006 e por ultimo em Agosto de 2019. O que é digno de nota é que cada vez que releio encontro novas passagens interessantes.

Ainda hoje se podes encontrar em Israel um Fleet Model 1, de registro 4X-AAF na Paradive Aviation Gallery, Habonim Airstrip. A aeronave foi fabricada em 1929 e é alimentada por um motor radial Kinner B-5 e encontra-se em plenas condições de voo.

Características gerais (Modelo 2):

Tripulação: 2
Comprimento: 6,32 m
Envergadura: 8,53 m
Altura: 2,39 m
Área das asas: 18,1 m 2  
Peso vazio: 482 kg
Peso bruto: 826 kg
Capacidade de combustível: 210 L
Motorização: 1 × Motor radial Kinner K-5 com 5 cilindros, 110 cv  
Velocidade máxima: 183 km / h
Velocidade de cruzeiro: 142 km / h
Teto de serviço: 3.700 m

Post (391) – Setembro de 2019

20170213

Bombardier CRJ 100 / 200

O Canadair CRJ 100 e o Bombardier CRJ 200 são aeronaves bimotoras de porte médio de alto desempenho, com motorização turbofan instalada no cone traseiro da fuselagem, com capacidade para transportar 50 passageiros em viagens interestaduais e internacionais. Foram desenvolvidos e fabricados no Canadá pela então Canadair e posteriormente, pela Bombardier Aerospace: o CRJ 100 a partir de 1992 e o CRJ 200 a partir de 1996.

A Canadair era uma estatal canadense que foi comprada pelo grupo Bombardier na década de 1980.


O Canadair CRJ 100 Regionak Jet foi criado para atender pedidos de companhias aéreas regionais de um tipo de transporte mais veloz que os modelos de aeronaves com motorização turboélice disponíveis até então. Quando o Canadair CRJ 100 e Bombardier CRJ 200 foram lançados a fabricante brasileira Embraer ainda estavam projetando o seu bimotor de médio porte.


"As aeronaves comerciais regionais com motorização turbofan são economicamente e tecnicamente mais vantajosas no transporte de passageiros em viagens com mais de 750 quilômetros de distância, enquanto os turboélices apresentam mais vantagens em viagens com menos de 500 quilômetros de distância, podendo ser até 15% mais econômico, consumindo menos combustível."

"Por outro lado a principal vantagem do jato é a produtividade maior, em função justamente da velocidade de cruzeiro maior. Considerando apenas o aspecto tempo, desconsiderando outros aspectos técnicos, como, por exemplo, o comprimento da pista de pouso, o jato pode ser até duas vezes mais produtivo que um turboélice, viajando até duas vezes mais quilômetros em um mesmo dia."

O Canadair CRJ 100 é impulsionado por dois motores turbofan CF34, fabricados pela General Electric, capazes de produzir aproximadamente 3.946 kgf de potência na decolagem. Esse motor foi originalmente desenvolvido para operações militares em aeronaves utilizadas pela United States Air Force. São motores reconhecidos como entre os mais confiáveis e eficientes já produzidos para a aviação comercial. Mais de 900 unidades do Canadair CRJ 100 e Bombardier CRJ 200 foram fabricadas, um grande sucesso de vendas.

O Bombardier CRJ 200 é uma versão melhorada do CRJ 100. Existem dois modelos desta versão: o CRJ200 ER e o CRJ200 LR. O Extendend Range (ER) tem um peso máximo de descolagem de 23.134 kg e um alcance de 2.491 km. O modelo Long Range (LR) tem um peso máximo de descolagem de 24.041 kg e um alcance de 3.148 km. O CRJ200 tem um desempenho que lhe permite velocidades de cruzeiro máximas de 860 km/h e teto de serviço de 12.496 m. Tem um comprimento de 26,77 m, uma envergadura de 21,21 m.

A Bombardier Aerospace sofreu um decréscimo na procura de aviões comerciais medios e decidiu suspender temporariamente a produção do seu jacto de 50 passageiros o CRJ200.

Muitos fatores contribuíram para isto, primeiramente foi o aumento do tráfego de passageiros que exigia aviões maiores, ocasionando uma queda de lucros nas vendas dos aviões com essa capacidade e outro fator foi a concorrência neste segmento de transporte, incluindo o nosso Embraer  ERJ-145.


Post (281) - Fevereiro de 2017

20150904

O que tem 56 rodas e voa?

O Boeing RC-1 Resource Transportador 1, foi um projeto desenvolvido em 1972 em conjunto pela Boeing e a Canadian’s Great Plains Project, criado pelo governo do primeiro-ministro canadense Pierre Trudeau para desenvolver extremo norte do país. De particular interesse na extração de petróleo, gás natural, minérios e minerais a partir do Arquipélago Ártico. A construção de oleodutos ou estradas entre as ilhas congeladas para transportar esses recursos naturais para um porto ou terminal ferroviário livre de gelo foi considerada inviável. 
Os idealizadores do projeto imaginaram uma  operação de  ida e volta de uma frota de aeronaves RC-1 com cada uma transportando 1000 toneladas de carga, tais como 8.100 barris de petróleo, em dois containers de carga destacáveis montados nas asas. O sistema seria projetado para igualar com a capacidade de fluxo de um gasoduto de 1,2 m de diâmetro com um custo equivalente. 
A carga (entenda-se o container), chegando a um porto seria então transferida para barcos ou comboios ferroviários  e transportadas para os mercados do sul.
A aeronave teria sido alimentado por 12 Pratt & Whitney JD9 turbofans para uma velocidade de cruzeiro de 770 kms/h, com uma envergadura era de 145 m, 26 m de altura, com um trem de aterrissagem composto por 56 rodas.  Cada aeronave foi orçada em $ 70 milhões de dólares americanos em 1972.
Devido à sua grande capacidade de carga transportada e dimensões a aeronave foi apelidado de "Elevador brutamontes", "Oleoduto voador" e muitos outros.
Porem em função de muitos fatores envolvendo o mercado mundial do petróleo na época, este projeto nunca saiu do papel.
Texto extraído da reportagem de Paul Wahl "O que tem 56 rodas e voa? Maior avião do mundo" -  Revista Popular Science de outubro de 1972.
O RC-1 não seria bem uma aeronave de fuselagem destacável e sim um transportador de containers, o que muito se assemelha aos outros projetos dentro deste conceito - Veja outros aviões deste tipo pesquisando pela palavra chave “Bee-Plane” – neste mesmo blog

 Post (141) Setembro de 2015