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20150818

O aeróstato “Passarola” de Bartolomeu de Gusmão

A história dos dirigíveis antecede a da aviação. As primeiras experiências para tentar a conquista dos céus foram com balões de ar quente.
Um dos pioneiros foi o padre jesuíta português Bartolomeu de Gusmão, nascido em Santos, então território português do Brasil. Depois de se matricular na Universidade de Coimbra em 1709, ele começou a desenvolver interesses pela Matemática e pela Física. Ao observar uma bola de sabão subindo no ar, teve a inspiração da concepção de um balão, e iniciou os seus estudos nesta área.
No dia 19 de abril de 1709, na capital portuguesa o padre Bartolomeu Lourenço recebeu a patente para um “instrumento para se andar pelo ar”, que se revelaria ser, mais tarde, o que hoje conhecemos por aeróstato ou balão, o fato causou celeuma na cidade e a notícia rapidamente se espalhou para alguns reinos europeus. O invento, divulgado por meia Europa em estampas fantasiosas que, em geral, o retratavam como uma barca com formato de pássaro ficou conhecido como “Passarola”.
Então, em 05 de agosto de 1709, no pátio da Casa da Índia em Lisboa, ele conseguiu fazer sua primeira demonstração de seu balão. Infelizmente, o balão veio a pegar fogo sem sair do solo. Em 3 de Outubro de 1709, na ponte da Casa da Índia, o padre fez uma nova demonstração do invento. O aparelho utilizado era maior que os anteriores, mas ainda incapaz de carregar um homem. A experiência teve êxito absoluto; o aeróstato subiu alto, flutuou por um tempo não medido e pousou silenciosamente diante de uma corte portuguesa abismada. Feito registrado por várias testemunhas.
 Lamentavelmente outras experiências realizadas embora assistidas por ilustres personalidades da sociedade portuguesa da época, não foram suficientes para a popularização do invento, tendo sido consideradas perigosas, pois podiam, como se vira, provocar incêndios. Esses fatores desestimularam a construção de um modelo grande, tripulável.
Posteriormente os “irmãos” Étienme e Joseph Montgolfier, inventores, construíram um balão tripulado no ano de 1783, mas o invento dos Montgolfier, ao que tudo indica, segundo as revistas francesas “Nouvelle Europe e L’Aeron” do início do século XX, foi mera cópia do aeróstato de Gusmão. Sabe-se que quando Alexandre esteve em Paris, manteve estreitas relações de amizade com o cientista José de Barros o qual, por sua vez, era amigo dos Montgolfier.
Lei mais sobre o assunto em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Bartolomeu_de_Gusm%C3%A3o

Post (129) - Agosto 2015

20150617

Ornitóptero de Leonardo Da Vinci

Esta imagem é uma interpretação em 3D da máquina voadora de Leonardo da Vinci, O Ornitóptero. Da Vinci concebeu o engenho em 1488, após estudar a mecânica do vôo das aves. Na verdade em vários aspectos o aparelho possui muitas de suas características, incluindo asas leves, seu movimento e o seu dimensionamento.


A máquina voadora deveria funcionar da seguinte forma: o piloto ficaria alojado sobre a prancha de madeira central, passando o pescoço e a cabeça pelo aro semicircular e as pernas pela faixa traseira. Uma vez em posição, o piloto poderia controlar todas as partes da máquina com as mãos e pés. O controle com os pés implica em empurrar os dois pedais situados na parte traseira da máquina, um para abrir as asas e outro para fechar. As mãos do piloto, por outro lado, poderiam agarrar a estrutura e garantir o suave manuseio das cordas, responsáveis por controlar as múltiplas escoras de madeira das asas.

Clique sobre a imagem para ver em tela cheia
Surpreendentemente, Da Vinci nunca construiu a máquina, nem a testou, talvez devido ao custo financeiro do projeto ou ao grande potencial de perigo envolvido na aventura. Embora muitos entusiastas tenham criado réplicas do Ornitòptero a partir do esquema original, ninguém tentou pilotá-las, mesmo tendo sido confirmado que os mecanismos são totalmente funcionais.

Fonte: www.querosaber.sapo.pt

Post (089) - Junho de 2015

20150409

Aviões a jato Pré-colombianos

Esta postagem foge um pouco da nossa linha editorial, ficando no campo da especulação, mas vale como curiosidade.

No final dos anos 60 o biólogo Ivan T. Sanderson chamou a atenção para alguns artefatos de ouro pré-colombianos de séculos de idade produzidos por culturas indígenas primitivas. Segundo ele, seriam reproduções de aviões a jato.



Apresentam o que parecem ser asas e estabilizadoras verticais e horizontais, em formato de delta, adequados a velocidades supersônicas e mesmo ranhuras que poderiam ser interpretadas como de metal corrugado ou de estruturas em viga sustentando as partes. E o artefato acima não é o único dessa classe. 
Existe um número considerável destes intrigantes artefatos. Em alguns, nas asas parecem mesmo haver desenhos que poderiam ser interpretados como insígnias, similares às que enfeitam hoje nosso aviões a jato.


Há alguns anos, membros da AAS, (Archaeology, Astronautics and SETI Research Association) se deram ao trabalho de construir modelos em escala destes "aviões a jato pré-colombianos". Um equipado com hélices, e outro completo com um pequeno motor a jato embutido no local onde se presume que estaria nos originais.

Para surpresa aos mais céticos: os modelos de Algund Eenboom e Peter Belting voaram. Não chegaram a velocidades supersônicas, mas voaram bem.

A posição do motor a jato e da entrada de ar pode parecer um tanto estranha e diferente, mas para felicidade dos que já estão acreditando em "aviões a jato pré-colombianos", é similar à disposição de um dos primeiros aviões a jato modernos, o Heinkel-162 de 1944.
Finalmente, se tudo isso parecer incrível demais, e como o último recurso da mente sensata parece ser questionar, tais artefatos realmente existem e podem ser encontrados no “Museo Del Oro”, em Bogotá na Colômbia, se puder, vá lá e tire as suas próprias conclusões.

Por outro lado existe uma corrente de estudiosos que dizem serem eles simplesmente imagens representando peixes voadores.

Para saber mais sobre a reconstrução de Eenboom e Belting.

Acesse o link:  http://www.heise.de/tp/artikel/12/12442/1.html

Post (045) - Abril de 2015