20150505

Sete-asas, a monstruosidade!

Às vezes, a fim de compreender como os designers com suas abordagens estranhas vêm à solução de problemas, você tem que se colocar lugar deles e voltar no tempo tentando compreender a mentalidade na época. 

Tal é o caso da “Johns Multiplane”, que como sugere partir desta  foto era uma aeronave com um amontoado colossal de asas e fios.



Da mesma forma como fizeram engenheiros início do século 20, com a necessidade de máquinas maiores e mais fortes quando as existentes atingiram os seus limites – a solução encontrada foi a de adotar “vários juntos”.

O que é preciso para levar um trem pesado um monte acima? Ligue várias locomotivas em tandem. Precisa puxar carroças pesadas de minério? Use 20 mulas amarradas junta. Precisa puchar tubos pesados para locais remotos para o aqueduto de Los Angele? Use vários tratores Caterpillar em tandem.

A "Johns Multiplane" foi uma aeronave experimental muito grande, para os padrões da época, equipada com sete asas e seis ailerons, isso só é compreendido quando você vê o desenho da patente.


Tomando como uma solução para o problema de "maior é melhor", Herbert Johns, Charles A. Herrmann (detentor da patente) e a equipe do “Multiplane Sociedade Americana de Bath NY”, parece terem ido pelo mesmo caminho, projetar um grande avião através da junção de dois biplanos e um triplano. Uma vez que estes três aviões juntos, era natural equipá-los com três motores, neste caso, os prontamente disponíveis “ LibertyL-12 V-12” a pistão, de 400 HP refrigerados a água. Um deles foi mantido na posição tradicional, no nariz, e os outros dois impulsores, montados entre as asas. 

A coisa era  gigantesca, porem o “Johns Multiplane” apenas fez alguns vôos curtos, alguns terminando com incidentes. 


A foto parece mostrar como um destes vôos terminou. Note-se que o avião não está sentado em seu trem de pouso, e que o aileron na asa inferior em primeiro plano esta bastante danificado. 

A patente original foi arquivado em 3 de outubro de 1916. Os registros deste feito contam que os testes do "Mulitplane" ocorreram entre de 1918 e 1920, quando fez uma série de pequenos saltos durante os testes, mas acabou por ser demolido em 1920, devido à sua incapacidade de manter o voo controlado.
Veja a postagem original em:


Post (062) – Maio de 2015

20150504

Bee-Plane, aeronave de fuselagem destacável – III

Tudo começou com o Faichild XC-120 em 1950...(veja a duas postagens anteriores), e este é um dos mais atuais projetos em andamento do sistema Bee-Plane.

“- Embora o tráfego aéreo tenha aumentado de forma constante por vários pontos percentuais nos últimos anos, o conceito de transporte aéreo não viu quaisquer alterações fundamentais desde os anos 1950. Os aeroportos estão cada vez mais congestionados, os tempos de espera são cada vez maiores, os níveis de tráfego só estão aumentando, e as sobrecargas e os atrasos são cada vez mais se tornando a norma em viagens aéreas", diz Claudio Leonardi, encarregado do projeto Clip-Air.


Os cientistas suíços da “École Polytechnique Fédérale de Lausanne” (EPFL) têm a sua maneira de amenizar esta situação, o seu projeto Clip-Air, em desenvolvimento desde 2009 é basicamente um novo sistema de transporte modular. Os módulos podem vir carregados em um trem e então acoplados sob uma asa voadora para então chegarem ao seu destino final, permitindo uma maior flexibilidade para as pessoas que necessitam de um transporte mais
amigável. 

A EPFL projetou as cápsulas com aproximadamente 30 m de comprimento com capacidade de 30 toneladas e poderá transportar tantos passageiros como três Airbus A320 com apenas metade do consumo de combustível. O corpo principal da aeronave deverá ter aproximadamente 60 m de envergadura.


As nossas necessidades em termos de mobilidade e a globalização dos mercados não são os únicos fatores que estão colocando pressão sobre o transporte aéreo. Eles são unidos por constrangimentos relacionados com o uso inadequado da energia e os impactos ambientais por isso causados. Até o ano de 2020, a indústria da aviação estabeleceu a meta de reduzir as suas emissões de CO2 pela metade.

Como obter-se a flexibilidade do transporte ferroviário no transporte aéreo?

EPFL propõe um conceito revolucionário de transporte aéreo com base em uma asa voadora que pode transportar cápsulas móveis e intercambiáveis. O plano consiste em uma estrutura de suporte, composta por asas, motores, combustível e uma cabina do piloto, que suportaria as a cargas a ser transportadas: passageiros e ou mercadorias.



As cápsulas a serem transportadas  são equivalentes as fuselagens de aviões convencionais, mas sem motores, sem cabine de piloto, sem trem de aterragem, ou qualquer uma das outras partes que compõem geralmente as aeronaves. A premissa por trás do Conceito Clip-Air é trazer mais flexibilidade para o transporte aéreo e aeroportos, as mesmas que já possuem o transporte
rodoviário e o ferroviário.

"- Nós ainda teremos que quebrar muitas barreiras, mas acreditamos que vale a pena trabalhar em tal conceito, em desacordo com a tecnologia de aeronaves atuais e que pode ter um enorme impacto na sociedade", diz Claudio Leonardi.

Um modelo de 1,2 m da aeronave Clip-Air sera exposto a partir de junho na "Normandia Aerospace" no "Paris Air Show".

Quanto ao projeto vir a ser viabilizado, somente o tempo é que dirá.


Fonte: EPFL 


Post (061) - Maio de 2015