O porta-aviões aéreo da SHIELD funciona muito bem nos gibis e melhor ainda nos filmes, um veículo imponente futurista e nada prático. Na vida real nunca daria certo e ninguém perderia tempo pensando em algo assim, certo? - Não.
Na
Guerra Fria a ideia chegou a ser considerada, e havia até precedentes.
No
começo da década de 1930 os EUA construíram dois dirigíveis: o USS Akron e
o USS Macon, com 240 metros de comprimento, levavam até cinco caças que podiam
ser lançados e recuperados através de um trapézio, com o piloto igualando a
velocidade do dirigível e se encaixando.
O USS Akron (ZRS-4) dirigível da Marinha dos Estados Unidos
entre 1931 e 1933, foi a primeira aeronave do mundo construída com o propósito
que servir como nave-mãe, levando consigo aeronaves parasitas.

Sabidamente
que como tudo que envolve dirigíveis, não deu certo. Os dois acabaram caindo
por causa de tempestades.
Por
muito tempo a idéia de uma aeronave levando aviões permaneceu no campo da
ficção científica, mas na década de 60 a Lockheed-Martin apresentou estudos
preliminares do CL-1201, um avião que estaria muito além de tudo que havia
sido criado ou sonhado até então.
Ele
teria 182 motores verticais e quatro motores gigantes principais. Durante pouso
e decolagem ele usaria combustível normal, mas fora isso a propulsão seria
nuclear, graças a um reator de 1,8 megawatt.
Isso
daria ao avião uma autonomia de mais de 40 dias. Detalhe: a tripulação seria de
845 homens, pouco menos que um A380 que na configuração máxima leva 868
passageiros.
Para
levar tanta gente o CL-1201 seria enorme, pesando mais de 5.200 toneladas, ele
teria 170 metros de comprimento e 341 metros de envergadura. Um porta-aviões classe
Nimitz tem 332 metros de comprimento. Colocados em proporção ficariam assim:
Em um
dos modelos propostos esta aeronave rebocaria cinco aviões de apoio logístico
do tamanho de Boeings 747, levando carga ou tropas e liberados quando fossem
necessários.

Na
prática esses aviões porta-aviões seriam alvos gigantescos para mísseis
inimigos, e não trariam nenhuma vantagem a uma estratégia normal de
aviões-tanque e bases em países aliados. O CL-1201 seria simplesmente grande
demais, caro demais e se tornaria um pesadelo logístico mesmo na
improvável possibilidade que ele saísse do chão, ou do papel.
Leia
mais em: https://en.wikipedia.org/wiki/USS_Akron_(ZRS-4)
Postagem inspirada em uma do site MeioBit de 09/08/2018.
Post (350) – Novembro de
2018