20170130

Gloster Javelin Interceptor

Durante a guerra fria o Ministério da Defesa britânico percebeu que o Reino Unido estava sob ameaça de bombardeiros soviéticos que voam em grandes altitudes e poderiam deixam cair suas bombas guiadas por meio de radar através de cobertura de nuvens. 

Eles precisavam de um caça a jato que pudesse voar em qualquer tempo para interceptar-los, se fosse o caso, proporcionando um escudo protetor.


DH.100 da de Havilland
Em 13 de abril de 1949, o Ministério do Abastecimento  emitiu instruções a dois fabricantes de aeronaves, Gloster e de Havilland, para cada um a construção de quatro protótipos. Estas aeronaves protótipos foram o Gloster GA.5, projetado por Richard Walker  e o DH.100 da de Havilland.

O caça a jato escolhido foi o Gloster Javelin de configuração delta que podia voar mais rápido que a velocidade do som num teto de 15.000 m. 


Em 1956, 14 destes foram entregues à RAF, com a designação Gloster Javelin FAW Mk1,  um lutador para todas as condições meteorológicas. Era um avião construído principalmente de ligas de alumínio, além de alguns acessórios em aço, com uma fuselagem larga, amplas e grossas asas delta, uma cauda alta T, um leme horizontal triangular e cabine aquecida. 

Era alimentado por dois motores turbo Twin Armstrong-Siddeley Sapphire Mark 6 (Sa.6) com 8.000 lbf de empuxo cada. 

Esta aeronave evoluiu continuamente desde a sua concepção original, sendo que a variante FAW.7 chegou mais de perto dos requisitos exigidos pela RAF e se tornou a versão mais polivalente. 

A FAW.7, foi à primeira versão a ser equipada com os quatro mísseis ar-ar especificados no requisito original do Ministério da Aeronáutica, além disto tinha quatro tanques de queda, com uma capacidade de 455 litros. O vôo inicial foi em 09 de novembro de 1956.


A década de 1950 foi uma época de intensas melhorias tecnológicas. O Gloster Javelin FAW.8 se beneficiou disto, incorporando tudo que de mais moderno existia na época. Porem eles foram direto para o armazenamento na RAF Kemble, para serem convertidos em FAW.9, que era equipada com uma grande e feia sonda de reabastecimento.

Felizmente, os caças Gloster Javelin nunca estiveram em ação no seu papel de interceptar os bombardeiros nucleares soviéticos. 

Devido à falta de novas ordens do Governo, a Gloster Aircraft Company fechou em 1962.



Os Gloster Javelin eram apreciados pelos pilotos por causa da quantidade de armas que podiam levar em comparação com outros tipos a serviço da RAF. Eles também gostaram de sua estabilidade e cabine espaçosa.

Os registros mostram que 19 esquadrões da RAF voaram com os Gloster Javelin operando a partir do Reino Unido, na Alemanha Ocidental, no Chipre e na Zâmbia.
Alguns foram para Singapura e voaram em patrulhas e combates aéreos sobre as selvas da Malásia em 1964.

O último esquadrão da RAF a empregar os Javelin foi o 60o. Squadron RAF Tengah em Singapura, até ser desativado no final de Abril de 1968.

No total a Gloster Aircraft Company produziu 427 Javelins nas suas diversas versões e apenas dez são preservados em vários museus.

Características principais:

Tripulação: Um piloto e um operador de radar
Comprimento:  17,15 m
Envergadura:  15,85 m
Altura:  4,88 m
Peso carregado: 14.325 kg
Velocidade máxima: 1.140 km/h ao nível do mar
Autonomia: 1,530 km
Armas: 4x 30 mm canhões ADEM 
Mísseis: Até quatro mísseis ar-ar Havilland Firestreak
Avionics: radar Westinghouse AN / APQ-43 

Leia mais em:

Aqui entre nós: Veja que interessante a semelhança deste avião com os artefatos pré-colombianos mostrados na postagem: http://aerosngcanela.blogspot.com.br/2015/04/avioes-jato-precolombianos.html

Post (274) - Janeiro de 2017

20170126

Air Force One Antonov

Em postagem recente no twitter, o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que cancelará a encomenda dos novos aviões Air Force One.
O contrato assinado pelo seu antecessor prevê a construção de dois "Boeing 747-8 Intercontinental" para uso da presidência norte-americana. Os aviões devão substituir os atuais VC-25A, baseados nos veteranos 747-200B, em uso há 26 anos.


O contrato na ordem de US$ 4 bilhões contempla a construção de dois 747-8, desenvolvimento de novas tecnologias e sistemas embarcados. Os novos aviões contariam com sistemas de comunicação e controle capazes de manter o presidente conectado mesmo em caso de guerra nuclear.
O possível cancelamento dos novos Air Force One poderá gerar mais uma onda de protestos nos Estados Unidos, já que centenas de empresas estão envolvidas no projeto e terão de demitir funcionários (1).

Em função disto a Ucraniana Antonov Company, atual responsável pelo legado Antonov, resolveu aproveitar o anuncio realizado pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, para fazer uma brincadeira.


Em resposta ao twitter do "magnata presidente", a Antonov sugere que este considere a escolha de um Antonov An-225 Mriya para seu transporte a partir do próximo ano.


Embora o fabricante não conte com aeronaves de transportes de passageiros que possam atender às necessidades norte-americanas, por alguns Dolares a mais poderia adaptar e complementar a sua aeronave deixando-a ao gosto do presidente, e se for de sua vontade com o interior ao estilo dos palácios dos czares russos, ficando melhor bem mais luxuoso que os Boeing 747-8 em questão, afirmam os Ucranianos da Antonov (2).



Um vídeo publicado no YouTube mostra como seria o Antonov adaptado, uma mistura de Airbus A380, com transatlântico e seis motores como o novo Air Force One. Além dos exageros, o avião seria armado com diversos canhões e contaria com trem de pouso tipo lagarta para que possa pousar em paises do 3o. mundo.

Até o presente momento não se tem notícias do andamento destas negociações.

Aqui entre nós o Brasil poderia entrar nesta concorrência com o seu novo EMBRAER KC-390, ligeiramente adaptando, ficaria bem aquém das pretensões e do ego do novo presidente, mas por outro lado ficaria certamente bem mais barato, mas isto já é outra história”


Post (273) - Janeiro de 2017