20201020

Drone voador da Boeing que se transforma em um submarino


No início deste ano, o Escritório de Marcas e Patentes dos Estados Unidos aprovou um pedido de patente de Nathan Hiller da Boeing para um "Veículo Aéreo e Aquático de Rápida Implantação".

Em outras palavras, a Boeing patenteou um drone voador operado remotamente que pode se transformar em um submarino.

De acordo com a Boeing é assim que funciona:  A nave pode ser carregada para a área de implantação por uma aeronave transportadora. O drone pilotado remotamente se desprenderia do transportador e voaria por conta própria e quando necessário, o mergulharia na água.

 Para reduzir o peso e aperfeiçoar as propriedades hidrodinâmicas do drone, a nave então desprenderia suas asas e hélices usando parafusos explosivos e cola solúvel em água.

Quando submerso, um conjunto de hélices e superfícies de controle apareceria no lugar das asas destacadas e das hélices usadas no ar.

A Boeing afirma que tanto a propulsão aérea quanto a aquática serão providas por um único motor - não especificado.


Enquanto submerso, o drone poderia lançar sua carga de suprimentos ou armas, podendo ainda ser usado para reconhecimento submarino. No modo submersível, o drone controla sua profundidade usando tanques de lastro a bordo como num submarino convencional.

Quando a missão subaquática estiver concluída, o drone virá à superfície e comunicará os dados coletados a outros drones ou a um centro de comando, sendo então recolhido ou em último caso se auto destruído.

 

Como acontece com a maioria das patentes, o drone apresentado nos documentos ainda é apenas uma idéia. Mas se a Boeing conseguir colocar o drone submersível voador em produção, quem quer que decida comprá-lo certamente terá um kit legal em mãos.

Leia mais em: https://www.businessinsider.com/boeing-patents-flying-drone-that-turns-into-a-submarine-2015-8

    Post (399) – Outubro de 2020

 

20201019

Submarino voador de Boris Uchakov

Um avião que podia submergir como um submarino foi projetado na década de 1930.

Enquanto estudava na Academia de Engenharia Naval Dzerzhinsky de São Petersburgo, Boris Uchakov teve uma idéia que parecia saída de uma obra de Jules Verne. Ele apresentou aos acadêmicos da instituição soviética os planos de uma espécie de submarino com asas, ou seja, um hidroavião submersível.

O projeto de Ushakov chamou a atenção do exército soviético, que aprovou o seu desenvolvimento. De acordo com a revista “New Scientist”, Boris Uchakov trabalhou na criação do dispositivo híbrido entre 1934 e 1938.

Em 1937, o projeto foi aprovado pelo professor e chefe do departamento de táticas militares do Instituto de Pesquisas Científicas e Construção Naval da Marinha, Leonid Goncharov. "É desejável continuar o desenvolvimento do projeto para descobrir as possibilidades do veículo", escreveu o cientista.

Pouco a pouco, o submarino voador adquiriu sua aparência externa e estrutura interna. O veículo parecia mais um avião do que um submarino. Era totalmente metálico e pesava cerca de 15 toneladas, podendo transportar três pessoas e, teoricamente, desenvolver uma velocidade de voo de até 200 km/h. O alcance do veículo devia ser de até 800 km. A velocidade abaixo da água era de 3 a 4 nós a uma profundidade máxima foi estimada em 45 metros.

A superfície das asas e a fuselagem deveriam ser feitas de aço. Os flutuadores de alumínio foram projetados para ser preenchidos com água quando o veículo ficasse submerso. Além disso, o veículo devia receber suportes especiais para 18 torpedos.

Enquanto estivesse debaixo d’água, o submarino voador deveria detectar os navios inimigos e, quando eles estivessem a uma distância determinada, o veículo deveria voltar à superfície para disparar os torpedos. Após o ataque, poderia submergir novamente para esperar a próxima vítima.

Além disso, o veículo poderia entrar no território das bases navais inimigas, quase sempre bloqueadas por minas marítimas. De acordo com os autores do projeto, os três submarinos voadores poderiam estabelecer um perímetro seguro de 15 quilômetros em qualquer área.

 Em 10 de janeiro de 1938, o projeto foi analisado pela segunda vez por especialistas do Instituto de Pesquisas Científicas e Construção Naval da Marinha. Todos entenderam que o projeto exigia um investimento gigantesco, enquanto o resultado final era duvidoso. Devido à velocidade muito baixa, o veículo não podia se tornar uma arma estratégica. Assim, o projeto foi congelado e os submarinos voadores nunca foram construídos.

Texto de: Jaime Nogueira – 11/2017

Post (398) – Outubro de 2020