20150713

Asa-delta e o voo livre

Foram muitos os pioneiros da asa-delta que arriscaram a vida, a integridade física, a reputação e a fortuna, com o objetivo de voar. Existe também muita controvérsia sobre os voos bem-sucedidos. 

No final do século 6, os chineses construíram pipas gigantes com aerodinâmica suficiente para sustentar o peso de uma pessoa de 80 kg. Foi apenas questão de tempo para que alguém decidisse simplesmente remover as linhas e ver o que acontecia.
O alemão Otto Lilienthal  é considerado o pioneiro, pois desde 1871  se dedicava a construção de planadores que ele mesmo testava em um monte construído por ele e sua equipe nas proximidades de Berlin.
O estudante Francis Rogallo participou de um programa pioneiro da NASA que pretendia criar um paraquedas dirigível. Dos estudos que realizou, Rogallo criou uma aeronave  que possuía uma estrutura metálica apoiada em um triciclo. 
Os australianos John Dickenson, Bill Moyes e Bill Bennett  foram os precursores da asa-delta na Austrália em  1969.
No Brasil, Luiz Claudio Mattos  é considerado o precursor deste estilo de voo.


Porém, uma coisa é certa: a investigação destes pioneiros sobre a aerodinâmica foi fundamental para o desenvolvimento da aviação e do voo livre. Sir George Cayley é um desses pioneiros que desenhou e construiu planadores dirigíveis. 

Cayley, que é considerado um dos primeiros engenheiros aeronáuticos, nasceu na Inglaterra e construiu em 1804 um planador de aparência moderna que tinha uma asa em formato de pipa na frente e uma cauda ajustável na parte traseira. Ele escreveu um artigo intitulado “Sobre Navegação Aérea” que foi publicado no Jornal de Filosofia Natural, Química e Artes de Nicholson entre 1809 e 1810. Neste artigo, enumera os elementos-chave para um voo bem sucedido: sustentação, arrasto e impulso.


Post (105) - Julho de 2015

20150710

Como voam as asas-delta

Impulsionadas apenas pelo ar quente, a asa-delta torna possível o voo sem motor.
As asas-delta funcionam através da geração de sustentação da sua estrutura em forma da asa, bem como pela exploração das correntes ascendentes naturais criadas pela atmosfera terrestre. Assim, as asas-delta conseguem usar a gravidade como fonte de propulsão, podendo manter-se no ar durante longos períodos de tempo.

A relação entre a quantidade de elevação que a asa-delta consegue atingir e o grau de resistência causado pelas moléculas do ar é crucial para o seu voo sustentado - quantos mais metros de voo horizontal por cada metro de descida, melhor.
Quando as asas-delta foram inventadas, os seus pesados materiais de construção (madeira e metais pesados) impediram que os pilotos conseguissem uma boa relação elevação atrito. Hoje em dia, os materiais compostos em carbono ultraleve propiciam taxas de planagem normalmente maiores que 15:1.

A construção consiste em duas partes: a estrutura de controle e a asa. A asa, normalmente feita de um tecido composto é concebida para gerar a maior elevação possível a partir do ar que passa por ela e manter o equilíbrio vertical/longitudinal. A estrutura de controle triangular está ligada ao centro da asa; proporcionando uma plataforma fixa para suportar o peso do piloto e permitir alterar a rota e a altitude. O piloto controla o aparelho movendo o seu peso para frente ou para trás em relação ao centro de gravidade da estrutura.

Post (104) – Julho de 2015