20160406

Northrop Grumman RQ-180 – Veículo aéreo não tripulado

A Northrop Grumman Corp, um dos maiores empreiteiros do Departamento de Defesa os EUA, desenvolveu um sistema de aeronave não tripulada para a Força Aérea de acordo com notícias que circulam no meio aeronáutico americano.

O sistema, conhecido como RQ-180, mantido em segredo absoluto, foi projetado para voar sem ser detectado, semelhante ao Lockheed SR-71 Blackbird, já aposentado, de acordo com um artigo de Amy Butler e Bill Sweetman da Aviation Week. 


 O RQ-180 parece ser uma continuação para o Joint Unmanned Combat Air Systems (*), projeto que foi tido como cancelado no final de 2005, quando a Marinha dos Estados Unidos  queria uma aeronave à base de suporte enquanto o Força Aérea queria uma maior de ataque e alcance global.
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Em 2008, consta que foi dada secretamente a Northrop Grumman a tarefa de construir a aeronave, depois de uma competição em que derrotou a Boeing e a Lockheed Martin.  Acredita-se que a Northrop Grumman possa ter sido premiada com um contrato de desenvolvimento para o RQ-180, financiado através do orçamento próprio da USAF, com as primeiras entregas de aeronaves previstas para 2013, não se tem notícias que isto aconteceu.
Imagens de satélite da área 51 mostram, supostamente, grandes hangares que poderiam abrigar aeronaves de 40 m envergadura. O desenvolvimento do RQ-180 também pode estar relacionado com a expansão das instalações de produção da Northrop Grumman em  Palmdale, California.

Hangares e pistas de pouso na área 51
De acordo com a Aviation Week, o desenvolvimento secreto do RQ-180 explicaria as declarações públicas de autoridades da USAF pedindo o reconhecimento público de um esforço para criar uma aeronave ISR de reconhecimento, vigilância e inteligência.
O RQ-180 supriria uma necessidade da realização de missões penetrantes (ISR) em um espaço aéreo hostil, um trabalho que deixou de ser feito com a aposentadoria do SR-71 em 1998, passando a ser feito tão somente com satélites. 

Consta que ele seria equipado com um  radar AESA, possibilitando medidas de vigilância eletrônicas passivas, e ainda de poder ser capaz de conduzir missões de ataque.
Quanto às dimensões, o RQ-180 seria do tamanho do Global Hawk, que pesa 14.630 kg, com capacidades de permanência no ar de 24 horas e alcance de 2.200 km. 

X-47B
 Acredita-se que o RQ-180 tenha um layout dobra-pipa como o X-47B, mas com uma maior envergadura de aproximadamente 40 metros.  A Northrop Grumman afirma que as asas são mais escaláveis e adaptáveis do que as do B-2 Spirit  em forma de asa voadora. A Aviation Week publicou imagens da aeronave conceito furtiva não tripulada, incluindo uma na capa da revista.
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20160401

O hipersônico Lockheed Martin SR-72

O SR-72 é proposta da Lockheed Martin para seguir o sucesso do SR-71 Blackbird, nascido durante o período conhecido como o da Guerra Fria, detém o recorde de ser o avião mais rápido que o mundo conheceu, foi aposentado em 1998, deixando o que é considerada uma lacuna de cobertura entre os satélites de vigilância e aviões tripulados em missões de ataque. 


O SR-72, conceitualmente seria uma aeronave de velocidade extremamente alta, não tripulada, que poderia penetrar no espaço aéreo protegido e observar ou atacar um alvo antes de poder ser detectada ou interceptada.
Desde 2007 já se ouvia relatos não confirmados sobre o SR-72, quando várias fontes revelaram que a Lockheed Martin estaria desenvolvendo para a Força Aérea dos Estados Unidos uma aeronave que poderia voar a Mach 6 (7.350 km / h, seis vezes a velocidade do som), também conhecida como "Projeto Aurora".

Para esta aeronave alcançar tal velocidade, a Lockheed, no período compreendido entre 2006 e 2008, teria contado  com a colaboração da Aerojet Rocketdyne na elaboração de um sistema propulsor denominado “Scramjet –powered HTV-3X”, que levaria o SR-72 a ser duas vezes mais rápido que o 71.


O grande obstáculo para o voo hipersônico é que é muito difícil para uma aeronave que voa em velocidade extremamente alta ser capaz de decolar e pousar em pistas convencionais. Configurações do tipo parasita, onde o veículo hipersônico é levantado à altitude por uma nave-mãe maior e, em seguida, lançado em sua missão - é uma resposta - mas esses conceitos têm grandes limitações  de projeto e eles são extremamente complexos e caros.

Para superar este desafio, ter-se-ia que projetar um motor para abranger os regimes de voo em velocidades subsônicas, supersônicas e hipersônicas.  O SR-72 utilizaria de um sistema de ciclo combinado, um motor de turbina para baixas velocidades e um motor de combustão supersônica para as velocidades elevadas. 


Outro problema a ser enfrentado é que ao voar nestas velocidades o atrito aerodinâmico aquece o suficiente para derreter as fuselagens metálicas convencionais, de modo que os engenheiros estariam estudando compostos de carbono de alto desempenho, cerâmica e misturas de metais, tais como os tipos utilizados para os narizes de mísseis balísticos intercontinentais e naves espaciais.
 
Embora o SR-72 estaria sido concebido como um ISR, porem não foram especificadas as cargas que levaria, bem como a sua manobrabilidade a velocidade de Mach 6 a 24.000 m de altitude o que exigiriam centenas de metros para manobras. Quanto ao armamento novos sensores provavelmente terão que ser criados especificamente para operar em tais velocidades.

A construção de um protótipo opcionalmente pilotado está prevista para começar em 2018, teria cerca de 18 m de comprimento, aproximadamente do tamanho de um Lockheed Martin F-22 Raptor. Voos de demonstração estariam previstos a partir de 2023. O SR-72 em tamanho natural é para ser semelhante em tamanho ao SR-71 com 30 m de comprimento, o mesmo alcance e entraria em serviço em 2030.

Em 13 de Novembro de 2013, o Chefe do Estado Maior da Força Aérea, General Mark Welsh  revelou que o serviço estava interessado nas capacidades hipersônicas do SR-72, mas não tinha falado ainda com a Lockheed sobre este assunto.  A sua elevada velocidade é um atrativo para reduzir o tempo de uma operação. 
Ainda segundo Welsh, eles estão buscando a tecnologia hipersônica, mas ainda não têm a capacidade e o material para a construção de um SR-72, não tripulado em tamanho natural. 

Em dezembro 2014 a NASA  concedeu a Lockheed Martin um contrato para estudar a viabilidade de construção de sistema de propulsão do SR-72 usando tecnologias de motores de turbinas existentes. 
O contrato de USD 892.292 financiaria um estudo de design para determinar a viabilidade de um sistema de propulsão TBCC através da combinação de um dos vários motores de turbinas atuais, com uma velocidade subsônica, e ignição dupla Modo Ramjet (DMRJ). 

Acredita-se que em meados da década de 2020, outros países, que estão na corrida, irão produzir e exportar tecnologias aéreas avançadas que poderiam acabar em conflito tecnológico com os Estados Unidos, isso preocupa a Força Aérea.

RQ-180 Northrop Grumman
O SR-72 pode enfrentar desafios significativos para ser aceito pela Força Aérea, como eles estão optando por desenvolver o RQ-180 Northrop Grumman, destinado a  executar a tarefa furtiva de missões ISR em espaço aéreo hostil.  Em comparação com o SR-72, o RQ-180 é menos complexo na concepção e fabricação, menos propenso a problemas com a aquisição, e pode entrar logo em serviço.

A última notícia que se tem é de março de 2016: 

O Lockheed CEO Hewson afirmou que a empresa estava à beira de um avanço tecnológico que permitiria o seu avião hipersônico SR-72 conceitual chegar a seis vezes a velocidade do som, ou Mach 6. Um avião demonstrador hipersônico do tamanho de um caça stealth F-22 poderia ser construída por menos de US $ 1 bilhão" - bem baratinho, não?

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Post (198) - Abril de 2016