20160205

Avião planador Perlan II

O avião planador Perlan II, é essencialmente uma nave espacial com uma envergadura de 25,6 m, projetado para voar em condições que se assemelham a superfície de Marte.

O Projeto Perlan foi desenvolvido por um grupo sem fins lucrativos com a gerência de voluntários liderados por líderes na indústria aeroespacial. É apoiado pelo Grupo Airbus e uma coleção de outros patrocinadores que inclui United Technologies, RS Aerospace, entre outros. 

Mas antes que ele possa atingir o seu objetivo recorde de subir para uma altitude de 27,4 km, previsto para em julho de 2016, a equipe do Projeto Perlan primeiramente fará alguns teste em altitudes mais baixas. Estes ensaios começaram em 23 de setembro 2015, com primeiro voo que teve lugar em Redmon, Oregon.



Sendo um planador mais pesado, o Perlan II não é tão ágil quanto um construído para a distância; em vez disso, ele é construído para a escalada, e pode subir mais alto do que qualquer outro planador. Além de uma tripulação de duas pessoas, a aeronave vai levar instrumentos científicos para fornecer uma nova visão sobre as alterações climáticas e a nossa atmosfera superior. 

Ele poderá explorar a borda do espaço sem poluir a atmosfera que irá estudar, abrindo-se o conhecimento humano sobre temas que vão desde a taxa de destruição do ozônio para a física de aeronaves que voarão em Marte.

A Airbus Perlan Mission II é um esforço que reúne em sua concepção, ambições e metodologia. Este planador, foi construído propositadamente para voar em um vácuo próximo de 2% da densidade do ar normal, utilizando uma cabine pressurizada - até agora desnecessários nos modelos esportivos - juntamente com os sistemas de suporte de vida de uma nave espacial.
Não só vai quebrar recordes de aviação, voando a mais de 27 km de altitude, mas também servir como um veículo para testar fenômenos meteorológicos e inspirar o interesse dos alunos na indústria aeroespacial. 

"As pessoas gostam de dizer que o céu é o limite, mas Perlan prova que o céu não é o limite, é apenas um ponto de partida. Esperamos que o projeto possa inspirar uma nova geração de jovens pioneiros aeroespaciais, queremos ser o tipo de empresa que eles vão crescer querendo trabalhar. " Disse Allan McArtor, presidente e CEO da Airbus Group, Inc.


20160203

Policia holandesa quer caçar drones com águias

O ano de 2016 não será do Linux no desktop, mas tem grandes chances de ser o ano dos drones. 

Os quadcópteros estão se tornando cada vez mais populares, melhores e mais baratos, e suas funções estão se diversificando: hoje temos até uma pipa de luxo , modelos que sobem pelas paredes e anfíbios, isso quando a criatividade não nos permite utilizados das mais diversas maneiras. 
Ainda assim os robozinhos possuem diversos inimigos, e um deles está sendo aproveitado pelas autoridades holandesas: as águias.



Drones, como qualquer outra tecnologia não é boa e nem má, isso depende de quem opera. Ainda assim muita gente torce o nariz para os robozinhos e em alguns casos a situação já foi resolvida à bala. Fora xeretas e criminosos há o caso de que nem todos os lugares permitem voos controlados. Muitos parques dos EUA baniram os drones completamente, sem falar que as regras por la endureceram.  no Brasil também contamos com uma série de restrições,  não é qualquer um que pode sair na rua e brincar de filmar os telhados alheios  (o que é crime, aliás).

Assim, é importante manter o pessoal na linha e ao menos na Holanda, a polícia está estudando meios de controlar o uso não autorizado dos drones. O problema é que algumas formas de abater o equipamento não são tão eficazes, e ninguém quer sair atirando para tudo quanto é lado. O que fazer?

Simples, você conta com uma mãozinha da Mãe Natureza. Aves de rapina, como muitas outras são extremamente territorialistas, não suportam ver um potencial adversário entrando em sua área. A diferença é que os grandes pássaros como águias e falcões podem peitar os drones sem se ferirem muito no processo.

A polícia holandesa fechou uma parceria com a Guard From Above, uma empresa local especializada no adestramento de aves de rapina. A ideia é que águias sejam treinadas para identificar drones, interceptá-los no ar e levá-los a um lugar seguro, longe de regiões onde possam causar danos aos transeuntes. Como essas aves já vêem esses aparelhos como rivais (ou almoço), basta apenas educá-los para que não tentem comer o equipamento de imediato ou apenas derrubá-lo na cabeça de quem está embaixo.

Francamente, nada mau. A águia conseguiu neutralizar um DJI Phantom, um “brinquedo” de 350 mm de lado, 190 mm de altura e que pesa 1,9 kg. Ele não teve a menor chance contra um dos maiores caçadores do mundo natural. Claro que isso não se aplicaria a modelos maiores de drones por preocupações com a ave, que poderia não sair ilesa de um combate. Na América por exemplo tal prática não seria possível, já que as águias são espécies protegidas.
De qualquer forma é muito legal ver uma águia detonando drones, só pela diversão.

Fonte:  IEEE Spectrum.
 Post (179) - Fevereiro de 2016