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20161201

Tragédia com avião da Chapecoense

Em 12 de novembro de 1906, o brasileiro Santos Dumont fez o primeiro voo da história, com o 14-Bis.

Em 17 de setembro de 1908, o norte-americano Thomas Selfridge foi a primeira pessoa na história a morrer em uma queda de avião, durante testes militares na Virgínia, Estados Unidos. Desde então, diversas tragédias aconteceram em todo o mundo, vitimando milhares, mas não em vão: a cada acidente e incidente, foram feitas melhorias nas aeronaves e procedimentos adotados.
Apesar das estatísticas favoráveis – o avião é o segundo meio de transporte mais seguro do mundo, perdendo apenas para o elevador. 

Passageiros se questionam: estamos realmente seguros? ‘‘Sim, tendo-se em vista as modernizações que ocorreram nos últimos dez anos’’, responde o diretor da Secretaria de Segurança de Voo do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), piloto Mateus Ghisleni.

Em 29 de novembro de 2016, a aeronave que seguia para Medellín na Colômbia, com a equipe iria disputar a final da Copa Sul-Americana, sofreu o acidente amplamente divulgado pela mídia mundial.

"- Afirmar que as aeronaves são seguras, não nos serve de consolo, respeitamos os sentimentos daqueles que perderam seus entes queridos neste lamentável acidente com o avião que transportava a equipe da Chapecoense e outros envolvidos. Estamos como a nação, de luto, só nos resta lamentar o incidente."

Post (263) - Dezembro de 2016

20161017

AC-47 "Fantasma", o pesadelo das FARC


Força Aérea da Colômbia ainda mantém em operação uma versão armada do veterano DC-3
É difícil acreditar que o mesmo avião que lançou paraquedistas nas praias da Normandia, do decisivo Dia D da Segunda Guerra Mundial, em 6 de junho de 1944, ainda continue voando de forma efetiva. A Força Aérea da Colômbia é o último operador da versão militar do Douglas DC-3  em sua versão mais endiabrada, a canhoneira voadora AC-47T.


Ainda durante a segunda guerra, o governo da Colômbia comprou dos Estados Unidos 60 aeronaves C-47 Dakota, a versão de transporte militar do DC-3, então um avião fundamental no curso do conflito. Mais de 30 anos depois, os últimos C-47 da frota colombiana, em vez de aposentados, foram modernizados e armados.

Na década de 1980, com a intensificação das insurgências guerrilheiras e o narcotráfico, as forças armadas sentiram a necessidade de um meio específico para enfrentar essas ameaças, escondidas na imensidão da Amazônia colombiana.

Nesta época, a Força Aérea dos Estados Unidos já contava com uma longa experiência em combate a forças insurgentes. Este aprendizado veio da Guerra do Vietnã, onde o conceito da canhoneira voadora ganhou fama, criado justamente a partir do DC-3, na versão AC-47 Spooky (Assustador), no combate aos vietcongs entrincheirados nas florestas.
No final dos anos 1980, a Colômbia passava por um conturbado momento combatendo as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) que atuavam em locais de difícil acesso no país. A Força Aérea da Colômbia (FAC) decidiu pela compra do AC-130, mas a venda foi barrada pelos EUA. A solução foi adaptar os velhos C-47 para o combate.
O primeiro dos sete AC-47, reformados, encomendados pela FAC foi entregue em 1991. Apesar do aspecto clássico dos anos 1940, era uma aeronave completamente diferente. O modelo foi modificado pela Basler Turbo, de Oshkosh, nos EUA, ao custo de US$ 5 milhões por unidade.

A começar pela estrutura, os DC-3 colombianos tiveram as fuselagens aumentadas em 88 cm e asas foram reforçadas e alongadas, o que permitiu instalar tanques de combustível maiores. Já os antigos motores radiais a pistão foram substituídos por modernos turbo-hélices Pratt & Whitney, e a cabine de comando foi reconstruída com equipamentos avançados e equipado com radar.

Para entrar em combate, a veterana aeronave recebeu uma câmera de busca infravermelho e um conjunto de metralhadoras .50, instaladas no lado esquerdo da fuselagem.


Na FAC, os DC-3 de combate ganharam o nome “Fantasma”, em alusão ao perfil de suas missões, realizadas sempre à noite. Até o recente acordo de paz entre o governo colombiano e as FARC, os AC-47 vasculhavam em silêncio as regiões mais remotas da Colômbia em busca de guerrilheiros, rastreando seus movimentos com câmeras de infravermelho e, após encontrá-los, surpreendê-los com uma chuva de balas.

O Fantasma normalmente voa com uma tripulação de sete militares – piloto, co-piloto, navegador, engenheiro de voo e três artilheiros. O DC-3 modernizado tem uma autonomia de 10 horas, além da opção de combater os inimigos, os AC-47 da Colômbia também já entraram em ação como controladores aéreos e marcadores de alvos, com flares, para ataques coordenados de outras aeronaves – o principal “parceiro” do Fantasma na FAC é o nosso Embraer Super Tucano.

A FAC ainda mantém em operação seis “Fantamas”, distribuídos em três esquadrões. Desde a modernização no início da década de 1990, o país perdeu apenas um AC-47, em janeiro de 2016, durante uma decolagem mal-sucedida, em Tres Esquinas.

Os Fantasmas da FAC são pelo menos duas vezes mais velhos que as suas tripulações, mas isso não quer dizer que sua aposentadoria esteja perto. Mesmo que a Colômbia e as FARC cheguem a um definitivo acordo de paz, a capacidade dos velhos DC-3 em vasculhar a selva pode mantê-lo no ar por muitos anos, desta vez focado na busca de traficantes de drogas.

 

Post (248) - Outubro de 2016

20150409

Aviões a jato Pré-colombianos

Esta postagem foge um pouco da nossa linha editorial, ficando no campo da especulação, mas vale como curiosidade.

No final dos anos 60 o biólogo Ivan T. Sanderson chamou a atenção para alguns artefatos de ouro pré-colombianos de séculos de idade produzidos por culturas indígenas primitivas. Segundo ele, seriam reproduções de aviões a jato.



Apresentam o que parecem ser asas e estabilizadoras verticais e horizontais, em formato de delta, adequados a velocidades supersônicas e mesmo ranhuras que poderiam ser interpretadas como de metal corrugado ou de estruturas em viga sustentando as partes. E o artefato acima não é o único dessa classe. 
Existe um número considerável destes intrigantes artefatos. Em alguns, nas asas parecem mesmo haver desenhos que poderiam ser interpretados como insígnias, similares às que enfeitam hoje nosso aviões a jato.


Há alguns anos, membros da AAS, (Archaeology, Astronautics and SETI Research Association) se deram ao trabalho de construir modelos em escala destes "aviões a jato pré-colombianos". Um equipado com hélices, e outro completo com um pequeno motor a jato embutido no local onde se presume que estaria nos originais.

Para surpresa aos mais céticos: os modelos de Algund Eenboom e Peter Belting voaram. Não chegaram a velocidades supersônicas, mas voaram bem.

A posição do motor a jato e da entrada de ar pode parecer um tanto estranha e diferente, mas para felicidade dos que já estão acreditando em "aviões a jato pré-colombianos", é similar à disposição de um dos primeiros aviões a jato modernos, o Heinkel-162 de 1944.
Finalmente, se tudo isso parecer incrível demais, e como o último recurso da mente sensata parece ser questionar, tais artefatos realmente existem e podem ser encontrados no “Museo Del Oro”, em Bogotá na Colômbia, se puder, vá lá e tire as suas próprias conclusões.

Por outro lado existe uma corrente de estudiosos que dizem serem eles simplesmente imagens representando peixes voadores.

Para saber mais sobre a reconstrução de Eenboom e Belting.

Acesse o link:  http://www.heise.de/tp/artikel/12/12442/1.html

Post (045) - Abril de 2015