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20241208

Detalhes do Demoselle

Este texto consta em uma página da revista Popular Mechanics de 14 de julho de 1910, que comenta os detalhes da motorização do Demoselle também conhecido como Libélula (1)  de Santos Dumont.

Esta vista dá uma boa ideia da localização do tanque de gasolina e do radiador.


Santos-Dumont tinha o controle de motor arranjado de modo que ele pudesse regular o suprimento de gasolina com seu pé. O interruptor de ignição era colocado na alavanca de direção. Esses controles podem ser arranjados de forma diferente, no entanto, com outros motores é de suma importância que este esteja perfeitamente equilibrado. Ele deve ser conectado diretamente ao eixo que segura a hélice. 


O reservatório de gasolina está localizado atrás do assento do piloto, e o combustível é forçado para um reservatório menor logo acima do motor. Em seu voo notável de St. Cyr para Buc, o inventor do monoplano usou um motor Darracq de dois cilindros de 20 hp, que deu à hélice 1000 rpm. Ele pesava pouco mais de 45 kg. A máquina inteira pesava 122 kg, sem o piloto. Na extremidade do virabrequim, oposto à hélice, há um pinhão e um excêntrico acionando a bomba de óleo. Este pinhão também engrena com a engrenagem que opera a bomba de água. Os cames que levantam as válvulas ao mesmo tempo operam o magneto. O radiador, que é composto de um grande número de pequenos tubos de cobre conectados a um tubo maior na frente e um atrás, é colocado sob a superfície principal das asas e se estende da frente para a traseira dos aviões.


Como Santos-Dumont transportava seu avião para o campo da aviação.


(1) O primeiro avião desenvolvido por Alberto Santos Dumont a ser fabricado em série, um ano depois do voo com o 14 Bis, foi chamado de Demoselle (“donzela” em francês). O nome não era apenas uma forma carinhosa de se referir ao pequeno avião, mas uma referência direta às suas características físicas e à forma como ele voava. Demoselle é uma palavra de duplo sentido na França, também com uso popular para se referir às libélulas. 

Ao lado a página da publicação original da revista Popular Mechanics de 14 de julho de 1910.

 

Post(0532) NG - Dezembro de 2024

20240904

Uma viagem de São Paulo a Curitiba

Meio dia e quarenta e cinco. No aeroporto lavado de sol os cactos dão uma nota tropical destoando do colorido metálico do avião da VASP cujos motores já em andamento marcam a hora da partida.

Últimas recomendações, abraços, despedidas e tomando impulso a aeronave desliza no asfalto para subir céu acima.

A capital paulista parece derramada numa inundação de sol tinindo.

Роuco аbixo arranha-céus casario urbanos diminuem parecendo "brinquedo de criança". E as matas vão se emendando um verde triste monótonos, quebrado apenas pela copa tirada de algum ipê engalanada de primavera com algum arbusto em plena floração,

Lá ao longe se espia a Ribeira de Iguape e ali a Xiririca (1) e o rio vai serpenteando reluzindo na tarde de verão em tonalidade de aço polido.

A serra de Paranapiacaba já ficou para atrás. Aquela adiante é a serra do Cadeado. Avista-se lá longe onde o mar confundido com o céu no horizonte indeciso.

Entramos em céus paгanaenses. A mataria mais rala já exibe os altivos pinheiros. Campinas onde destacam as casas catitas de colonos. Uma cidadezinha clareia na distancia batida de luz.

E baixando, já olhamos a "cidade sorriso" toda enfeitada de efeitos de sol aclarando as rotas das rodovias e fazendo mais destacados os detalhes das edificações.

Descemos no aeroporto de Bacachery. Aviões militares pintam de vermelho o gramado extenso.

Noventa minutos de ótimo trajeto. Apressamo-nos em tomar o auto que nos leva até a Rua 15 de Novembro onde está instalada a Agencia da VASP, ali bem em frente ao Grande Hotel onde ficaremos hospedados.

Curitiba em sua faceirice provinciana nos acolhe amiga até a manhã seguinte quando o avião da VASP as 10 h nos levara de volta levantando novamente voo rumo a S. Paulo onde chega as 11:30.

(1) Xiririca - Era uma freguesia, sendo elevada a cidade de Eldorado em 1948, acredito que esta historia date desta época, já o avião que aparece na imagem me parece um DC-3. Acredito que este relato seja de um piloto.

Post(0492) NG - Setembro de 2024

20240831

Sopwith Snipe no Brasil


Na primavera de 1917, o caça mais famoso da Grã-Bretanha na Primeira Guerra Mundial, o Sopwith Camel, fez sua estreia. Logo após o início das entregas do Camel para esquadrões da linha de frente, Sopwith projetou um novo caça monoposto chamado Snipe.

O novo avião foi simplesmente concebido para ser uma derivação do Camel, com melhor visibilidade para o piloto e qualidades de manuseio mais suaves, mais reminiscentes do Sopwith Pup anterior. Após quase um ano em desenvolvimento, o novo caça entrou em produção na primavera de 1918, e os primeiros exemplares chegaram ao serviço do esquadrão em 30 de agosto daquele ano.

O Snipe era muito querido por aqueles que o pilotavam, mas muitos pilotos de Camel, tendo dominado os hábitos complicados de sua montaria anterior, estavam relutantes em abrir mão da manobrabilidade de combate superior do Camel pelas características de voo mais estáveis ​​do Snipe. 


No Brasil, o Snipe tem uma história breve e não muito conhecida. Após a Primeira Guerra Mundial, a Força Aérea Brasileira (FAB) recebeu alguns desses aviões como parte do processo de modernização de suas forças aéreas.


O Sopwith Snipe 7F.1 chegou ao Brasil após quando o país estava começando a modernizar sua aviação militar. Em 1920, o governo brasileiro adquiriu alguns desses aviões britânicos, que foram utilizados para fortalecer o nascente Corpo de Aviação Militar, precursor da atual Força Aérea Brasileira (FAB).


Os Snipes foram usados principalmente para treinamento e funções de patrulha. Apesar de sua principal missão ser a de caça durante a guerra, no contexto brasileiro pós-guerra, esses aviões desempenharam um papel crucial no desenvolvimento das técnicas de voo e na formação de pilotos. Sua introdução no país representou um avanço significativo em termos de tecnologia de aviação e contribuiu para a modernização das forças aéreas brasileiras.


Com o tempo, os Sopwith Snipe foram gradualmente substituídos por aeronaves mais modernas, e muitos foram desativados e desmontados. Hoje, a história do Snipe no Brasil é lembrada como um marco na evolução da aviação militar no país e como um símbolo do progresso técnico e militar da época.


Embora o Snipe não tenha desempenhado um papel significativo na história da aviação militar brasileira, ele faz parte do contexto de desenvolvimento inicial da aviação no Brasil e da transição para aeronaves mais avançadas durante o período pós-Primeira Guerra Mundial


Leia mais em:

https://aerosngcanela.blogspot.com/2016/03/sopwith-7f1-snipe.html?m=1


Post(0489) NG - Agosto de 2024

20210627

Douglas A-20 Havoc / P-70 Night Fighter

Imagem e texto da concepção de um artista Jo Kotula publicado da Popular Science Magazine de julho de 1944.


Aqui está a versão de caça do versátil bombardeiro de ataque A-20, pego em ação característica pelo pincel de Jo Kotula. A luta noturna não é uma tarefa nova para este plano-para-todo-o-trabalho. No início da guerra, os britânicos destinaram o Havoc para enfrentar os bombardeiros nazistas sobre seus próprios campos de aviação. Agora, com uma bateria de canhões e designado P-70, ele faz seu trabalho como um lutador de pleno direito.

Segundo a Wikipédia:

O Douglas A-20 Havoc foi um avião bombardeiro médio de ataque americano, para inclusões noturnas, aeronave caça noturna e de reconhecimento da Segunda Guerra Mundial.

Projetado para atender a um requisito do Corpo Aéreo do Exército para um bombardeiro, foi ordenado pela França para sua força aérea antes que o USAAC decidisse que também atenderia aos seus requisitos. DB-7s franceses foram os primeiros a ver combate; após a queda da França, o bombardeiro, sob o nome de serviço, Boston continuou com a Força Aérea Real. A partir de 1941, a versões de caça noturno e intruso receberam o nome de serviço “Havoc”. Em 1942, os A-20s da USAAF se viu em combate no norte da África.

Serviu com várias forças aéreas aliadas, principalmente as Forças Aéreas do Exército dos Estados Unidos (USAAF), as Forças Aéreas Soviéticas (VVS), a Aviação Naval Soviética (AVMF) e a Força Aérea Real (RAF) do Reino Unido. Foram construídas 7.478 aeronaves, das quais mais de um terço serviu com unidades soviéticas. Também foi usado pelas forças aéreas da Austrália, África do Sul, França e Holanda durante a guerra, e depois pelo Brasil

Na maioria das forças aéreas britânicas da Comunidade, as variantes de bombardeiros eram conhecidas como Boston, enquanto as variantes de caças noturnos e intruso foram chamadas de Havoc. A exceção foi a Força Aérea Real Australiana, que usou o nome Boston para todas as variantes. A USAAF usou a designação P-70 para se referir às variantes de caça noturno.

Leia mais em: https://en.wikipedia.org/wiki/Douglas_A-20_Havoc

Post (463) Junho de 2021


20210324

B-17 Flying Fortress, 1935


Exército dos EUA no ar.

“A parte MAIS importante do Air Corps é o grupo de bombardeio e a grande fortaleza voadora construída pela Boeing de Seattle. O maior avião terrestre construído nos EUA. O Exército ordenou que seja desse tipo de sua dotação atual de 839.548.798 para novos equipamentos. Tripulado por dez homens, este bombardeiro tem uma velocidade máxima de 410 km/h. Carregando bombas que variam de 45 a 900 kg, ele opera melhor a 4.500 m de altitude. Protegido por todos os lados por metralhadoras flexíveis, o gigantesco Boeing de quatro motores é capaz de se defender contra qualquer número de aviões inimigos. O primeiro construído caiu em Dayton durante um teste em 1935. O segundo caiu em Seattle no mês passado (dez, 1936). Apesar desses infortúnios, o Exército ainda acredita nesse tamanho de bombardeiro. Acima está a insígnia do avião do 9º Grupo de Bombardeio. Abaixo estão as insígnias de alguns dos esquadrões de bombardeio mais conhecidos, pintadas nas torres de canhão dianteiras” (tradução do texto da imagem do B-17 publicada na Revista LIFE de 25 de janeiro de1937).

Esta  concepção artística de 1937, do que seria o B-17 Flying Fortress (Fortaleza Voadora), um bombardeiro pesado de longo alcance da Segunda Guerra Mundial. Uma máquina de guerra que realizou missões de bombardeio estratégico, paralisando o parque industrial da Alemanha nazista, conseguindo completar a maioria das suas missões sem prejuízo da tripulação e regressando sem maiores danos estruturais.

A Força Aérea Brasileira operou 13 aeronaves entre1951 e 1968. Na FAB, o B-17 jamais operou como bombardeiro, mas em missões de reconhecimento, busca, salvamento e transporte.

Leia mais em:

http://aerosngcanela.blogspot.com/2020/12/bombardeiro-b-17-uma-peca-chave-para.html

Post (426) - Março de 2021

20191123

O avião do Papai Noel

Caros amigos e seguidores !
O Papai Noel já chegou em Canela - Rio Grander do Sul - Venha nos visitar.

Post (392) – Novembro de 2019

20190412

Um voo a bordo de um antigo biplano


Esta é uma pequena história de um corajoso passageiro voando pela primeira vez em um biplano.
Primeiramente é importante entender o que é um Biplano.

Biplano é uma aeronave com duas superfícies de sustentação verticalmente paralelas, uma asa sobre a outra. Foi uma configuração muito usada até os anos 40, mas caiu em desuso gradativamente por apresentar grande arrasto aerodinâmico, impedindo que o avião alcançasse altas velocidades, mesmo com motores potentes. Por outro lado, o biplano possui grande manobrabilidade por possuir asas mais curtas e, portanto, menor momento angular no sentido longitudinal.

Atualmente, existem ainda muitos modelos de Biplanos restaurados, em museus e em mãos de colecionadores. Alguns ainda hoje são usados com finalidades, entre outras, de fornecer a pessoas corajosas como eu passeios inesquecíveis.

Falar sobre o Biplano muito já se fez, mas particularmente não de sua cabine de pilotagem e da sensação de estar senado nela, de certa forma ser muito agradável e voar nele muito menos ainda.

O Cockpit, o mesmo original de sua época  é um local situado na parte dianteira da fuselagem da aeronave onde os ocupantes se acomodam para pilotar e viajar. 
Ele inclui uma série interminável de instrumentos necessários para o vôo – para nós leigos são complicados – tais como o velocímetro, o horizonte artificial, o altímetro e os pedais, as manetes de mistura para controle do motor, botões, alavancas e muito mais. Além do manche que aparentemente brota do piso e os cabos dos comandos traseiros passando pelo assoalho.

Dependendo do seu modelo, uma cabine de pilotagem pode abrigar além do piloto, um copiloto, navegador, observador, artilheiro e ou simplesmente um passageiro. Assim era a maioria dos antigos biplanos da época da primeira Grande Guerra Mundial.

"- Como passageiro recebo um gorro de couro com um par de óculos acoplados que remontam ao princípio do século passado. "Só faltou o cachecol", penso.

Voar, afinal, é uma das sagradas circunstâncias em que homem e máquina, através das nuvens, assumem uma só silhueta e eu estou prestes a viver esta aventura.

Para entrar, piso na base da asa com cuidado, no local previamente marcado, apoio as mãos sobre a fuselagem e mergulho para dentro do cocknpit. O banco é bem simples, uma armação metálica com acento e encosto de lona, confortável até certo ponto. Enquanto fixo o cinto de segurança, o piloto dá a ordem para que o mecânico em terra acione a hélice. O ronco do motor radial é barulhento, perece dócil e vigoroso, com a potência para necessária para levantar grama e poeira da pequena pista de pouso e decolagem. Posiciono os óculos e sinto os solavancos dos primeiros movimentos da máquina. Estamos partindo, deixando o solo.

O vento no rosto é como voar com uma motocicleta, além do som estonteante do motor que é parte do pacote, o cheiro do combustível queimando é como em perfume bem estranho para quem não esta acostumado.

Logo o piloto estabiliza a aeronave uma altitude não muito elevada. Olho para cima, para baixo e para os lados e pela primeira vez desfruto da sensação de estar voando de verdade, livre como um pássaro totalmente diferente de como estar em um vôo comercial.
O passeio ganha ares indescritíveis, o clima está agradável, sinto os raios do Sol e uma sensação do frio provocado pela altitude, um pouco de medo durante algumas manobras, não vou negar.
A para mim a grande aventura termina com uma aterrissagem precisa, até onde um antigo biplano consegue, depois disto entendi o porquê de Richard Bach, escritor do clássico Fernão Capelo Gaivota, usar a história de uma gaivota para falar sobre liberdade."

 Post (389) – Abril de 2019

20190407

14-X – O hipersônico brasileiro


O 14-X é um protótipo brasileiro de aeronave drone de uso militar hipersônica não tripulada (VANT) em desenvolvimento, nomeado 14-X em homenagem ao 14-Bis de Alberto Santos Dumont.
 
Concepção artística do 14-X em órbita.
O 14-X está sendo desenvolvido pelo IEAv (Instituto de Estudos Avançados), mais especificamente no Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica Prof. Henry T. Nagamatsu em São José dos Campos / SP.

Esta aeronave será equipada com um motor scramjet, que é integrado na fuselagem e não tem partes móveis.
O princípio de funcionamento do motor é que, durante o voo, o ar é comprimido pela geometria e velocidade do veículo e dirigido para o motor na parte inferior da aeronave. O hidrogênio é utilizado como combustível. O veículo irá utilizar o "conceito waverider". Uma onda de atrito, na parte inferior da aeronave fornece sustentabilidade. 

Tanto a aeronave quanto o motor são de construção totalmente brasileira, sendo que os testes do motor hipersônico já tiveram início no mês de outubro de 2009. A previsão é que o 14-X faça seu primeiro voo de teste seja em 2020. 

Quadro comparativo de velocidade entre aeronaves
A aeronave será lançada por um foguete até atingir o ponto de combustão hipersônica. Isso porque o motor não tem capacidade de aceleração a partir do zero. O lançamento do 14-X poderá ser realizado por um foguete de sondagem brasileiro VS-40 ou um foguete do tipo do Pegasus, que colocou em órbita os satélites SCD-1 e SCD-2, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e ao atingir 100 mil pés de altitude será acionado e deverá chegar a Mach 10 isso porque os motores scramjet necessitam de um impulso inicial até que atinjam o ponto de combustão, que é uma velocidade de 7.000 km/h.

Com o desenvolvimento desta tecnologia, o Brasil passa a ter a oportunidade inédita de seguir uma linha de pesquisa avançada em um momento estratégico, pois atualmente nenhum país no mundo domina a tecnologia dos motores hipersônicos. Os outros países que buscam dominar essa tecnologia são hoje os Estados Unidos, Japão, Austrália, Rússia,França e China. 

Modelo de 80 cm do 14-X em teste no túnel de vento no T3, trata-se de uma aeronave com 80 cm de comprimento, construída em aço inoxidável.
O projeto e os primeiros testes iniciaram no segundo semestre de 2007, quando o capitão-engenheiro Tiago Cavalcanti Rolim iniciou um mestrado no ITA e foi aprovado com uma tese sobre a configuração “waverider”. Atualmente, a sua teoria encontra-se prestes a se tornar realidade.

“Se os testes forem bem-sucedidos, o Brasil chegará ao topo da tecnologia, embora com um programa muito mais modesto do que o dos estadunidenses”. Segundo o coronel-engenheiro Marco Antonio Sala Minucci, que foi diretor do IEAv e é um dos pais do 14-X,

As aplicações práticas de uma aeronave hipersônica são bastante variadas. Sendo considerado um dos meios mais eficientes de acesso ao espaço para um futuro próximo, podendo ser utilizada para colocar satélites em órbita e fazer voos suborbitais. Além disso, essa tecnologia pode ser usada em outras áreas, como por exemplo, nos Estados Unidos, que atualmente testam sua aeronave batizada de X-51, pretendem utilizá-la em mísseis intercontinentais. Outra expectativa, é que o voo hipersônico possa ser também empregado na aviação civil. Uma viagem de São Paulo a Londres com essa tecnologia seria realizada em torno de uma hora.

Características principais:

Tipo: Drone de uso militar
País de origem: Brasil
Fabricante: Instituto de Estudos Avançados (IEAv)- FAB
Comprimento: 2,00 m 
Envergadura: 0,83 m 
Peso vazio: 250 kg 
Peso carregado: 400 kg
Motorização: 3 x Scramjet
Velocidade máxima: 11.000 km/h 
Teto máximo: 30.480 m


Post (386) – Abril de 2019