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20170227

Blohm & Voss BV-38

✈ No filme "Os Caçadores da Arca Perdida de Indiana Jones", a asa voadora alemã Blohm & Voss BV-38  foi enviada para Tanis, Egito, em 1936, em uma expedição alemã para localizar a Arca da Aliança, os alemães pretendam utilizar a aeronave para transportar este achado para a Alemanha. 


Infelizmente, a aeronave foi destruída através das ações de Marion Ravenwood e Indiana Jones, durante o carregamento da Arca na aeronave o que resultou na morte do piloto e um mecânico.


A asa voadora usada nas filmagens foi projetada na Raiders of the Lost Ark pelo designer de produção Norman Reynolds, tendo sido construída na Inglaterra por Vickers Aircraft Company e pintada na EMI Elstree Studios, em Londres, não foi construída para voar, era tão somente um objeto do cenário das filmagens. Antes de ser enviada em partes para a Tunísia, foi desmontada e posteriormente reconstruída no local das filmagens. 

Imagem de um aeromodelo BV-38
Esta aeronave tinha como base um projeto do Prof. Junkers que possuía patentes anteriores as teorias de Jack Northrup e na asa Horten Ho 229 de propulsão a jato dos Irmãos Horten, um protótipo alemão de caça / bombardeiro, que nunca entrou em produção durante a Segunda Guerra Mundial, idealizado em 1944.

Alguns detalhes foram tirados do Junker G 38 do final dos anos 1920, particularmente no que diz respeito ao trem de aterragem, a forma geral e
aparência. 

Houve também pelo menos um modelo em escala da aeronave utilizada para as filmagens.

Em 1981, a asa voadora foi destruída durante as filmagens e em 1991, dez anos após a produção do filme Os Caçadores da Arca Perdida, o que restou da asa voadora foi finalmente demolida e seus restos permaneceram no deserto da Tunísia, onde as partes foram resgatadas por colecionadores. 

✈ Aqui entre nós: "Mesmo sem voar algumas aeronaves são por si só bastante interessantes."

Post (301) - Fevereiro de 2017

20160909

Parrot Disco

A maioria dos drones amadores possui o formato de quadcóptero, mas a francesa Parrot resolveu criar um produto para iniciantes que lembra um avião pequeno com asas fixas (Nada mais do que um aeromodelo com muita tecnologia embarcada).


O Parrot Disco  chega a até 80 km/h e tem uma autonomia de 45 minutos, pesa cerca de 700 g e é feito em grande parte de uma espuma flexível e robusta. Quem faz o trabalho pesado é uma hélice empurradora.

Para fazer o Disco levantar voo, basta jogá-lo no ar. Ele vem com CHUCK (sigla em inglês para Kit com Central de Controle e Computador Universal). 

Para auxiliar os pilotos de primeira viagem: o drone após lançado sobe automaticamente para uma altitude de 50 m, e circula no ar enquanto aguarda os seus comandos.
Internamente possui uma série de sensores incluindo GPS/GLONASS, barômetro, magnetômetro, giroscópio e acelerômetro. Há também uma câmera frontal embutida de 14 megapixels com lente grande-angular e estabilização de imagem.

O drone vem acompanhado pelo Cockpitglasses,  semelhante ao Samsung Gear VR:  você encaixa seu smartphone nele, coloca o dispositivo na cabeça, e assiste ao que a câmera do Disco está vendo, esta engenhoca também exibe um radar e dados de telemetria, com uma interface semelhante a uma cabine de avião.
Para controlar o drone, você usa o Skycontroller 2, que possui dois joysticks e uma série de botões personalizáveis ​​para enviar comandos via Wi-Fi.


O headset e o controle acompanharão o Parrot Disco; o kit estará disponível nos EUA em setembro deste ano por US$ 1.300.
   


Post (244) - Setembro de 2016

20160510

Hoje a história é outra...

Eu estava procurando algumas informações técnicas para continuar o desenvolvimento do projeto do aeromodelo que pretendo construir, o “Meu Sopwith Pup”, quando deparei com este artigo, que não poderia deixar de compartilhar com vocês.


Post (229) - Maio de 2016

20151127

O biplano Sopwith Camel


Sopwith Camel era um avião biplano, monoposto, britânico  utilizado na Primeira Guerra , fabricado pela SopWith Aviation Company.  Foi um dos mais famosos aviões da Primeira Guerra, rendendo muitas vitórias a muitos ases.

Projetado para substituir o Sopwith Pup. O protótipo voou pela primeira vez em 22 de dezembro de 1916 pilotado por Harry Hawker.  Era armado com duas metralhadores montadas acima do painel de instrumentos e que atiravam em sincronia.


Uma cobertura de metal sobre as metralhadoras, destinada a protegê-las de congelamento em altitude, criou uma "corcova" que levou ao apelido "Camel". O avião entrou em serviço em junho de 1917, no Esquadrão No 4 da Royal Naval Air Service.  Não era um avião fácil de pilotar devido ao alto torque do motor rotativo, mas esse mesmo torque resultava na habilidade de virar à direita na metade do tempo dos outros caças. 

Desempenhou um importante papel na defesa doméstica do território britânico, o que obrigou o retorno de alguns deles que atuavam na França a partir de julho de 1917. Devido aos ataque noturnos dos Alemães, foi criada a versão de caça noturno, conhecida como "Sopwith Comic". 
Aproximadamente 5.490 Camels foram construídos.

Características:
Comprimento: 5,71 m
Envergadura: 8,53 m
Altura: 2,59m
Área das asas: 21,46 m2
Peso vazio: 420 kg
Peso carregado: 660 kg
Motor: Radial Clerget 9B (nove cilindros) – 130 hp
Velocidade máxima: 185 km/h
Alcance: 485 km
Teto máximo: 6.400m

Planta para construir o aeromodelo: 



Post (171) - Novembro de 2015

20151125

Giroscópio em aeromodelo

Ter um aeromodelo que voe nos trilhos é o sonho de todo piloto, principalmente quando o vento esta muito forte ou tende a “sair da pista” na decolagem. Hoje, esse sonho já é realidade graças ao prático e útil giroscópio.

Algum tempo atrás li um artigo que prometia mil maravilhas quanto ao uso do giroscópio em aeromodelos; dizia, inclusive, que caso o piloto se perdesse em alguma manobra bastava soltar os comandos para que o aeromodelo voltasse a voar reto e nivelado. Há alguns equipamentos disponíveis no mercado que possuem essa capacidade, até mesmo pilotam e pousam o avião sozinho se programado corretamente.

Tome muito cuidado com a internet, apesar de ser uma incrível ferramenta, ainda não tem a capacidade de te informar a veracidade da informação. Imagine que você compre um bom giroscópio e no final não é nada do que você esperava.

O giroscópio é um dispositivo que detecta mudanças de direção no eixo em que é instalado (profundor, aileron ou leme), e comanda as funções programadas, evitando assim que o avião saia de rumo.

Quando instalado e configurado corretamente no aileron, por exemplo, se você deixar a asa nivelada e parar de comandar pelo rádio o aileron, por mais vento e rajada que seu aeromodelo leve, a asa continuará na horizontal, ele segura o aeromodelo na última posição deixada [1] e [2].

A principal aplicação em aeromodelos comuns é no leme (apesar de muitos pilotos não o usar além da decolagem e pouso), certos aeromodelos tendem a ter uma “cauda boba” na hora de decolar, o que pode fazer com ele saia da pista e até mesmo causar acidente, caso o piloto não o consiga segurar. Colocando esse giroscópio no leme, um dispositivo eletrônico faz todo o trabalho na decolagem para você, ao piloto resta acelerar e cabrar [5] e [6]. 

Outra boa aplicação é instalar no eixo do aileron, visto que ele sofre muito com vento. Neste caso basta soltar o comando para que o avião continue voando com a asa nivelada e estabilizado [3] e [4].

Já existem giroscópios de três eixos, ou seja, que estabiliza todo o avião. Assim fica tão fácil de voar que perde a graça, o que não é permitido em competições.

Para que funcione corretamente devemos observar alguns pontos:

- Os servos devem ser rápidos o suficiente, de nada adianta um bom giroscópio com um servo lento, o avião vai continuar chacoalhando;

- O ganho deve ser ajustado corretamente: pouco ganho = não segura como deveria; muito ganho = o avião fica balançando no eixo em vez de somente travar na posição;

- Por precaução, programe para que ele possa ser desligado pelo rádio em caso de emergência no mínimo para os voos de teste;

- Caso você instale no leme e não utilize essa opção para fazer curvas em voo, pode ocorreu um comando contrário, pois ao fazer curva de aileron e profundor o eixo de leme sofre variações, e como não há comando enviado ao leme, ele entende que deve corrigir o movimento. A  opção para que isso não aconteça é desativá-lo após a decolagem e reativá-lo antes do pouso, ou mixar aileron com o leme com um ganho de 1% para que o giroscópio entenda que você está comandando o leme também.

Esta tecnologia está disponível para ser utilizada, mas não deve substituir a habilidade e o treinamento do piloto, somente auxiliá-lo em certos momentos críticos.



Post (170) - Novembro de 2015

20151016

O Gyróptere de Papin-Rouilly

O projeto e a construção do Gyróptere  de Alphonse Papin e Didier Rouilly ocorreu no período de 1911 a 1914 na França.

Seu projeto baseou-se na semente sicómoro, onde uma única lâmina estende-se desde a semente fazendo esta girar retardando sua queda decente ao cair. O seu princípio de funcionamento é possível - nunca chegou a voar, embora mal sucedido, foi o primeiro helicóptero a jacto de ar projetado.

Papin e Rouilly obtiveram as patentes francesas 440.593 e 440.594 pela sua invenção e mais tarde a patente US 1133660 em 1915.


O protótipo foi construito em madeira moldada aglomerada, com design constituído de curvas compostas e uma varredura suave de sua única lâmina, longa em forma de aerofólio. A lâmina coberta de tecido era oca com aproximadamente 5,9 m de comprimento e 1,33 de largura, perfazendo uma área de 12 m².O piloto ocupava uma nacela entre a lâmina e o motor.

 A parte inferior da nacelle incluía uma estrutura para suportar a máquina enquanto ela estava no solo ou atuava como um flutuador quando na água.
Um motor Le Rhone de nove cilindros, rotativo, de 80 hp era montado de forma a contrabalançar o conjunto. O motor girando a 1.200 rpm, através de um sistema de polias acionava um fã que produzia pouco mais 7 metros cúbicos de ar por segundo. 

O ar, juntamente com os gases quentes do escape do motor, era canalizado ao longo do comprimento da lâmina e liberado na ponta da lâmina através de um bocal sobre o bordo de fuga. Este jato de ar impulsionava a lâmina rotativamente, com um ângulo de ataque positivo. 

O piloto ficava em uma bequilha posicionada no eixo de rotação da máquina, e montada em rolamentos de esferas. A máquina inteira pesava 500 kg, 100 kg a mais do que o originalmente planejado.


Esta imagem oferece uma boa visão do Gyróptere. A lâmina sem o seu revestimento, o flutuador e tubo de controle direcional pode ser claramente visto na nacela central, e o motor Le Rhone na sua caixa do ventilador está à direita.

O piloto controlava o Gyróptere através da utilização de dois pedais: um para a abertura da admissão do ar para a lâmina; e o segundo pedal liberando o ar para dentro de um tubo em forma de L que servia como um leme para o controle direcional. Outro tubo em forma de L dirigido pelo piloto, fornecida impulso para frente, e estabilizava o tambor central impedindo-o de girar com a lâmina. Um interruptor na nacelle funcionava como embreagem, permitindo ao piloto engatar ou desengatar do motor.


Esta vista realça o bico de jacto de ar sobre o bordo de fuga da lâmina, o que pode ser visto no lado esquerdo.

Os primeiros testes foram realizados em 31 de Março de 1915, atrasados pelo início da Primeira Guerra Mundial. Durante os testes em Lake Cercey, perto de Pouilly-en-Auxois na França, a aeronave alcançou uma velocidade do rotor de apenas 47 rpm, bem abaixo dos 60 rpm calculados e necessários para a decolagem. 

A máquina ficou totalmente fora de equilíbrio, e a lâmina por várias vezes
Página 24 da Popular Science - Set.1922
Clique sobre a imagem para tela cheia
entrou em contato com a água, danificando-se. Devido à dificuldade de equilibrar a embarcação e o motor rotativo usado não ser poderoso o suficiente, o avião tornou-se instável e o piloto teve de abandoná-lo, após o que afundou.
Uma comissão militar observando o teste determinou que uma máquina desse tipo não pudesse ajudar o esforço de guerra e interrompeu uma avaliação mais aprofundada. O Gyróptere permaneceu em Lake Cercey até que foi vendido para a sucata em 1919.

E se estão curiosos por ver um e Gyróptere em funcionamento aqui está um, embora em escala reduzida, o que em nada minimiza o fato de nos deixar espantados por conseguir voar - e poder ser controlado remotamente, veja o vídeo.



https://youtu.be/u23Hqq8QbeE

Fonte:  //books.google.com.br/books...  Popular Science - September 1922

Post (155) - Outubro de 2015

20151002

Lutadores da Força Aérea Sueca 1926-1984

Esta publicação eu encontrei em minhas pesquisas – ela esta postada no ISSUU – apresenta uma bela coleção de imagens e detalhes construtivos de aviões “Lutadores” da Força Aérea Sueca do período de 1926 a 1984 em 142 páginas.

Certamente servirá como fonte de informações para os meus amigos aeromodelistas.

Título original da publicação:

Björn Karlström Flygplansritningar 2: Svenska Flygvapnets Jaktflygplan 1926-84


Vejam uma amostra das páginas do livro:


Post (154) – Novembro de 2015

20150911

Aviãozinho de papel

Aviõezinhos de papel controlados por Smartphone estão chegando.
Um clássico das salas de aulas esta se juntando às fileiras da revolução tecnológica, com a apresentação do aviãozinho de papel tele controlado!

Conhecido como PowerUp 3.0, consiste em um pequeno motor a hélice acionado por uma bateria que são encaixados em um aviãozinho de papel. O controle é feito por um receptor Bluetooth que é controlado por um inovador “app” instalado em um Smartphone.


O conjunto motor da “aeronave” possui energia suficiente para mantê-la no ar por um período de 10 minutos com um alcance de 55 metros em linha reta.
Esta engenhoca pode vir a ser uma boa fonte de entretenimento indoor a baixo custo, em breve!

Post (145) – Setembro de 2015

20150825

Modelo de propulsão do foguete tem asas perto de cauda

Vejam que interessante esta publicação datada de novembro de 1944.


“Enquanto a informação de que foguetes bombas alemães caiam sobre a Inglaterra, construtores juvenis de aeromodelos nos Estados Unidos foram apresentar seus aviões-foguetes em uma exposição. Recentemente um modelo de avião-foguete no concurso de Los Angeles Aeromodelos tinha suas asas perto da parte traseira de sua fuselagem, ao lado de uma grande barbatana caudal. O estabilizador horizontal estava na parte dianteira da fuselagem. Os construtores modelo lançaram os seus aviões ao acender um estopim do foguete.”



Só parta constar: Santos Dumont já tinha feito um avião que voava de ré lá no início da história da aviação, não era impulsionado por um foguete, era impulsionado por idealismo e coragem.

Post (135) – Agosto de 2015

20150821

Bugatti 100p

O Bugatti 100p era um avião notável de um design verdadeiramente inovador.
Projetado para ser rápido, teria sido, provavelmente, a coisa mais rápida nos céus com uma velocidade máxima de quase 800 km/h, na década de 1930, talvez, o avião mais historicamente significativo, que nunca voou.

Ettore Bugatti era um industrial europeu bem conhecido e altamente considerado.  Nascido na Itália, mas vivendo na França. Conhecido principalmente por automóveis velozes e elegantes que venceram em Mônaco e Le Mans.  

Poucos sabem que Bugatti construiu o avião mais extraordinário de seu tempo. O Bugatti 100P, com uma aerodinâmica de ponta, combinada com recursos inovadores que melhorariam o seu desempenho do qual Bugatti registrou cinco patentes.

Como a guerra na Europa surgindo no horizonte, o governo francês manifestou interesse em desenvolver um avião, defensivo, lutador peso-leve com base no projeto de avião de corrida Coupe de la Meurthe Deutsch. 
Bugatti previu que um novo avião construído em torno de seus motores de automóveis iria superar qualquer coisa no ar.  Ele convenceu o governo francês para financiar sua idéia. Devidamente desenvolvido, o protótipo poderia formar a base para um lutador defensivo e ser produzido em massa nas fábricas da Bugatti em Molsheim e Paris. 


Em meados da década de 1930, Bugatti associou-se com o engenheiro aeronáutico Louis De Monge para viabilizar o projeto um avião recorde em torno de seus motores. Bugatti e Monge já se conheciam desde o início dos anos 1920, quando de Monge utilizava os motores de Bugatti para alimentar seu Modelo Asa 7.5. 

Desta parceria nasceu o Bugatti 100P, um avião conceito que incorporou os últimos avanços da pesquisa aerodinâmica. Os cientistas de ambos os lados do Atlântico participaram de seu desenvolvimento, validando modelos teóricos em escala real em túneis de vento.

Era uma  elegante  resposta ao desafio de voar rápido, sendo projetado para alcançar velocidades de recorde por design em vez de da força bruta. O sonho de Monge teria voado mais rápido do que qualquer outra coisa no planeta usando menos do que metade da potência de outros aviões de sua categoria.
Isto se, uma série de acontecimentos trágicos durante o período de 1939 a 1940, não tivessem conspirado para retardar o desenvolvimento do 100P. Em junho de 1940, os alemães marcharam para Paris.  Bugatti teve de interromper o seu projeto por completo. Ele escondeu o avião em sua fazenda nos arredores de Paris, onde este permaneceu durante toda a guerra.


O protótipo do Bugatti 100P sobreviveu à guerra, intacto, e foi em grande parte esquecido, seu desempenho esperado foi superada pela tecnologia de inspiração de combate da Segunda Guerra Mundial. 

Bugatti morreu em 1947. Louis de Monge emigrou para os Estados Unidos depois da guerra e morreu em 1977, sem nunca ter projetado outro avião.
No final dos anos 1960, um entusiasta americano de Bugatti, trouxe o avião para os Estados Unidos. Ele vendeu-o para outro entusiasta e finalmente foi doado para a Aircraft Association Experimental, que exibe o avião no seu Museu AirVenture em Oshkosh, Wisconsin até hoje, e é lá que o extraordinário Bugatti 100P atrai o maior interesse, sendo a fonte de maiores inquéritos que qualquer outro exemplar em exposição.

Algumas de suas características principais:


§  Design extremamente simplificado, com  dois motores por trás do cockpit.
§  Construção em madeira em forma de sanduíche, onde a madeira balsa prensada entre duas camadas de madeira dura propiciavam uma construção muito leve e resistente.
§  Propulsão por duas hélices contra-rotação, impulsionadas a partir dos dois motores por eixos com cardans contornando o cockpit.
§  O avião estava equipado com hélices reguláveis ​​em terra, e estavam sendo desenvolvidas hélices com passo ajustável em voo.
§  Os motores eram derivados de motores de automóvel com 8 cilindros, 4.9 litros com compressor, muitas partes de magnésio e potência aproximada de 450hp.
§  Flaps automáticos nas asas, que se ajustavam automaticamente de acordo com a velocidade e a aceleração para sustentação extra ou menos arrasto.  Agia como freio aerodinâmico durante os mergulhos. 
§  Sistema de refrigeração com radiadores na fuselagem, o ar entrava na frente dos estabilizadores e fluía para frente através da fuselagem, saindo no bordo de fuga da asa.
§  Trem de pouso retrátil.

Para os amigos aeromodelistas vejam a planta que eu achei:



Post (133) – Agosto de 2015

20150625

Os alunos aprendem com ajuda de um aeromodelo.

Para ver em tamanho maior - clique sobre a imagem
“ - Para ajudar a ensinar os seus alunos pilotos a voar, uma escola de aviação na Florida (US), demonstra quais os procedimentos a serem executados durante o voo, com um modelo de avião equipado com um conjunto de controles padrão.

Colocando o pequeno avião em certas posições no ar, o instrutor pede ao aluno para definir quais os controles que deviam ter sidos usados em uma situação de voo real.

Outro método é ajustar os controles para uma determinada configuração e pedir que os alunos coloquem o modelo na posição que teria o avião quando voando.

As instruções com todos os tipos de manobras e acrobacias são assim simplificadas para os iniciantes”.

Destaque de uma página da Magazine Popular Mechanics, Fevereiro de 1942 – em uma tradução livre, adaptada ao nosso linguajar.

Post (094) - Junho de 2015

20150603

Albatroz D-5 - Aeromodelo

Esta semana eu assisti a um vídeo na internet que mostrava todo um processo de construção de um aeromodelo Albatroz D-5.
Para aqueles que não tiveram a oportunidade de ver, vejam agora:


Post (082) - Junho de 2015

20150529

Os Ferozes II - Bombardeiro Lancaster

Famoso pelas suas proezas e pelo filme “Esquadrilha Heróica” de 1955, o bombardeiro Lancaster desempenhou um papel vital na vitória doa Aliados na II Guerra Mundial.

Clique sobre a imagem para ver em tamanho maior.


Na imagem pode-se ver o interior desta grande aeronave, que mostra o porquê se tornou bem sucedido e mais alguns detalhes deste projeto.

Provavelmente o bombardeiro pesado mais famoso da II Guerra Mundial, o Avro Lancaster levou a cabo algumas das mais perigosas e complexas missões empreendidas pela RAF (Real Força Aérea Britânica).

Sendo principalmente bombardeios noturnos, mas também utilizados muitas vezes durante o dia, os Lancasters sob o “Bomber Command” fizeram 156 mil vôos durante a guerra...

O Lancaster foi concedido a partir do Bombardeio anterior “Avro Type 683 Manchester III”, que tinha como característica visual principal uma cauda com três lemes verticais, embora o design tenha sido mantido, estes foram substituídas por apenas dois e os motores por quatro Rolls-Royce Merlin V12, mais confiáveis. 

Fonte: Quero Saber Especial, páginas 140 e 141.

Post (080) - Maio de 2015

20150512

História da aviação

Ontem recebi de um colega, lá no fórum “Pó de balsa” uma postagem que nos remete a tecnologia aeronáutica e alguns outros assuntos a ela relacionados.

Das páginas de autoria do Prof. MSc. Eduardo Miranda J. Rodriges, recebidas do colega Bragantine, estou repassando o link da “História da Aviação”, ele nos conta de uma maneira bastante didática um pouco dela, vejam a forma da apresentação:


Esta é tão somente a primeira página a ela seguem-se muitas outras bastante interessantes e também com muitas imagens, boa leitura.

Este é o link :
E este é o do site:
http://www.engbrasil.eng.br/index_arquivos/Page739.htm

Veja também a fonte original de consulta:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_avia%C3%A7%C3%A3o


Post (068) - Maio de 2015

20150511

Para voar basta CG e potência ?

            Com a chegada dos aeromodelos elétricos e o baixo custo dos equipamentos, a criatividade tomou conta e as pessoas “criaram” cada vez mais modelos inusitados: placas de sinalização de trânsito, super-heróis, animais, bruxas e tudo o que sua imaginação permitir começou a cruzar os ares.  Com isso, surgiu uma frase que certamente já ouviram falar pelo menos uma vez: “Qualquer coisa voa, basta ter CG (Centro de gravidade) e potência”. 


 Em muitos casos esta frase vem acompanhada com uma risadinha, ou em forma de piada. Porém, é preciso ter cuidado, pois esconde uma idéia equivocada de que, para um avião voar, basta estes dois fatores. É obvio que, com CG  no lugar correto e potência de sobra, até uma “privada” voa. Mas isso será que isso basta?

            Um aeromodelo geralmente é projetado, envolve engenharia, cálculos e vários cuidados para que ele voe conforme o que foi previsto.

            Existem inúmeras variáveis em um aeromodelo, e isso não envolve apenas peso, envergadura e potência do motor. Você certamente já ouviu falar de velocidade de estol (velocidade mínima para voar), e o tal do pitch speed? Ao multiplicar o passo da hélice pelo RPM do motor, temos a “velocidade da hélice”, o “pitch speed”. Percebe-se assim que, para o aeromodelo sair do chão, é preciso considerar a hélice, motor  e a velocidade de estol. Hipoteticamente, você poderia até colocar um mega motor, mas uma hélice inadequada e não atingiria a velocidade necessária para o modelo voar.

          Aviões do “SAE Aero Design” conseguem levar até 12 kg de carga útil com um motor glow. 61

  O perfil da asa também influencia diretamente o desempenho, assim como o passo da hélice e a carga alar. Uma asa com perfil Clark Y terá um desempenho bem diferente de uma com perfil NACA 2412, ainda que ambas possuam a mesma corda e envergadura.  O perfil da asa é uma das variáveis utilizadas não só para se encontrar a velocidade de estol de um modelo, mas também por suas características de voo.

            Ainda sobre asa e motor, por exemplo: dois motores que agüentam puxar 1 kg, mas diferentes nos “KVs”, podem ser, um destinado a velocidade com alta rotação, e o outro destinado a torque com alta força. Um biplano exige torque, não velocidade.  Já um aeromodelo de corrida exige muita velocidade e um Kv enorme. Um biplano de 1 kg não utiliza o mesmo motor que um monoplano de 1kg. Certamente você dirá: mas lógico, tem duas asas! Ok, se eu tenho um biplano da I guerra e um Ultimate (acrobático) com a mesma envergadura e peso, será o mesmo motor funciona para aos dois? Voar, talvez voem, mas não atingirão o seu desempenho máximo.

            Muitos daqueles modelos “exóticos” até voam, mas geralmente são instáveis e seu voo é restrito. Voar, qualquer coisa com CG e potencia voa, já voar como foi planejado e atingir sua eficiência, como visto exige muito mais.

Texto de Wagner de Barros (resumido) veja o texto original em:


Post (067) – Maio de 2015