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20240831

Sopwith Snipe no Brasil


Na primavera de 1917, o caça mais famoso da Grã-Bretanha na Primeira Guerra Mundial, o Sopwith Camel, fez sua estreia. Logo após o início das entregas do Camel para esquadrões da linha de frente, Sopwith projetou um novo caça monoposto chamado Snipe.

O novo avião foi simplesmente concebido para ser uma derivação do Camel, com melhor visibilidade para o piloto e qualidades de manuseio mais suaves, mais reminiscentes do Sopwith Pup anterior. Após quase um ano em desenvolvimento, o novo caça entrou em produção na primavera de 1918, e os primeiros exemplares chegaram ao serviço do esquadrão em 30 de agosto daquele ano.

O Snipe era muito querido por aqueles que o pilotavam, mas muitos pilotos de Camel, tendo dominado os hábitos complicados de sua montaria anterior, estavam relutantes em abrir mão da manobrabilidade de combate superior do Camel pelas características de voo mais estáveis ​​do Snipe. 


No Brasil, o Snipe tem uma história breve e não muito conhecida. Após a Primeira Guerra Mundial, a Força Aérea Brasileira (FAB) recebeu alguns desses aviões como parte do processo de modernização de suas forças aéreas.


O Sopwith Snipe 7F.1 chegou ao Brasil após quando o país estava começando a modernizar sua aviação militar. Em 1920, o governo brasileiro adquiriu alguns desses aviões britânicos, que foram utilizados para fortalecer o nascente Corpo de Aviação Militar, precursor da atual Força Aérea Brasileira (FAB).


Os Snipes foram usados principalmente para treinamento e funções de patrulha. Apesar de sua principal missão ser a de caça durante a guerra, no contexto brasileiro pós-guerra, esses aviões desempenharam um papel crucial no desenvolvimento das técnicas de voo e na formação de pilotos. Sua introdução no país representou um avanço significativo em termos de tecnologia de aviação e contribuiu para a modernização das forças aéreas brasileiras.


Com o tempo, os Sopwith Snipe foram gradualmente substituídos por aeronaves mais modernas, e muitos foram desativados e desmontados. Hoje, a história do Snipe no Brasil é lembrada como um marco na evolução da aviação militar no país e como um símbolo do progresso técnico e militar da época.


Embora o Snipe não tenha desempenhado um papel significativo na história da aviação militar brasileira, ele faz parte do contexto de desenvolvimento inicial da aviação no Brasil e da transição para aeronaves mais avançadas durante o período pós-Primeira Guerra Mundial


Leia mais em:

https://aerosngcanela.blogspot.com/2016/03/sopwith-7f1-snipe.html?m=1


Post(0489) NG - Agosto de 2024

20160420

Esquadrilha da Fumaça

Esquadrilha da Fumaça é o nome popular do "Esquadrão de Demonstração Aérea" (EDA), um grupo de pilotos e mecânicos da Força Aérea Brasileira  que fazem demonstrações de acrobacias aéreas  pelo  Brasil e pelo mundo.

A Esquadrilha originou-se pela iniciativa de instrutores de voo da antiga Escola de Aeronáutica, sediada na cidade do Rio de Janeiro. Em suas horas de folga, os pilotos treinavam acrobacias em grupo, com o intuito de incentivar os cadetes a confiarem em suas aptidões e na segurança das aeronaves utilizadas na instrução. Em 14 de maio de 1952, uma comitiva estrangeira em visita à Escola pôde apreciar a primeira demonstração oficial do grupo. Após algumas apresentações, percebeu-se a necessidade de proporcionar também ao público uma melhor visualização das manobras executadas.
  
Com isso, em 1953, acrescentou-se na aeronave North American Aviation T-6 Texan (NA T-6), utilizada à época, um tanque de óleo exclusivo para a produção de fumaça.

 NAT-6 – Museu Aero Espacial da FAB

Com o tempo, as aeronaves e as acrobacias mudaram, mas a essência da Esquadrilha se mantém preservada no espírito de arrojo e determinação do grupo.
  
No início de 2013, as demonstrações da Esquadrilha da Fumaça foram suspensas em eventos aéreos, o motivo foi à substituição dos Tucanos T-27 pelo Super Tucano A-29. As novas aeronaves produzidas pela EMBRAER foram então adequadas às especificações técnicas necessárias para participar de acrobacias aéreas. 


Em julho de 2015, a Esquadrilha da Fumaça retomou sua agenda de demonstrações aéreas. Sendo o Super Tucano a quinta aeronave adotada na história da instituição. O avião de fabricação nacional já era empregado pela Força Aérea Brasileira em missões de defesa aérea, treinamento avançado, ataque leve, escolta, patrulha aérea de combate e formação de líderes da aviação de caça.

Super Tucano A-29
Ao serem adotadas pelo EDA, as aeronaves ganharam pintura com as cores vibrantes da Bandeira do Brasil, visando acrescentar aos espectadores um novo visual desta que é considerada uma das melhores equipes no que se refere a esta especialidade, no mundo.



Nesses 63 anos de história, a Esquadrilha da Fumaça se concretizou como um instrumento de comunicação social da FAB, com manobras arrojadas e algumas exclusivas que a fazem diferenciar das demais esquadrilhas do mundo, como o voo invertido em formação, sua especialidade. Executando plenamente a sua missão de realizar demonstrações aéreas, em âmbito nacional e internacional, a fim de difundir a imagem institucional da Força Aérea Brasileira.


Post (205) - Abril de 2016

20150806

O North-American T-6 e a Esquadrilha da fumaça

O North-American T-6 foi um avião monomotor, de trem de aterragem convencional, retrátil, com roda de cauda, destinado à instrução e ao treino de pilotos e também utilizado em combate em diversos cenários.

Vejam um pouco da sua história:

Em 1936: A Marinha dos Estados Unidos encomendou cerca de 40 aviões à North American Aviation para instrução dos seus pilotos.
Rapidamente, principalmente por possuir o trem retráctil, o fabricante começou a receber inúmeras encomendas.
Em 1941: Iniciou-se a produção em grandes quantidades, produzindo-se cerca de 1.200 aviões. Quando a II Guerra Mundial começou, a Força Aérea dos Estados Unidos dispunha de mais de 2.000 deles em serviço.
Em 1947: Foi escolhido para a instrução básica de pilotagem.
Em 1948: Com nova designação, o T-6G Texan tinha tanques de combustível com maior capacidade e um novo painel com melhores instrumentos de navegação.


No Brasil, no pós guerra, disponíveis em grande numero, foram inicialmente utilizados como avião de treinamento.
Em 1952: Foi adotado pelo Esquadrão de Demonstração Aérea da FAB, afetuosamente chamado de “Esquadrilha da fumaça”, formado por instrutores de voo da Academia da Força Aérea – AFA.
A primeira demonstração foi realizada em 14 de maio daquele ano.
O apelido do “Esquadrilha da fumaça” surgiu pelo fato dos aviões T-6 ao largarem óleo usado no escapamento do motor, deixarem um rastro de fumaça branca.
Em 1968: Foram desativados na Esquadrilha e substitutos por outros aviões – mas isto já é outra história.

North American T-6 da Esquadrilha da fumaça – Video de uma sequência de um filme antigo com trilha de Roberto Carlos – Sobre a Baia da Guanabara - Compartilhado do facebook de Elomar Sousa – Realmente um achado.

Fonte:wikipedia


Post (121) - Agosto de 2015