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O Programa E-Jets E2 recebe o Grand Laureate da Aviação Comercial


São José dos Campos, SP, 15 de março de 2019 – A família de jatos E-Jets E2, da Embraer, foi o grande vencedor entre os premiados da Aviação Comercial ao receber o Grand Laureate, da revista Aviation Week, anunciado durante cerimônia que ocorreu em Washington D.C., nos Estados Unidos, na noite de 14 de março. O programa E2 também venceu o Laureates Awards na categoria plataforma de aeronaves comerciais.

“A família de aviões E2 possui design inovador, além de apresentar grandes avanços em aerodinâmica, propulsão, aviônica, controles de voo e na cabine, estabelecendo-se como uma nova referência para jatos crossover”. Justificou a publicação que premiou o Programa E2.

“Este prêmio pertence a todos os 18 mil funcionários da Embraer. Precisamos reconhecer a grandeza de nossas equipes, que trabalharam arduamente para superar todos os desafios durante o desenvolvimento do programa E2. É uma honra receber a premiação no mesmo ano em que a Embraer comemora seu 50º aniversário”, disse Paulo Cesar de Souza e Silva, Diretor-Presidente da Embraer.

“Para a Embraer, receber este prêmio é a coroação de um programa incrível, é preciso reconhecer que em uma indústria em que não é fácil manter programas complexos no caminho certo, a Embraer trouxe o E2 para o mercado dentro do cronograma e do orçamento. Excedeu, inclusive, várias metas de desempenho. Compartilho esse prêmio também com nossos parceiros comerciais – sem eles, isso não seria possível.” disse John Slattery, Presidente & CEO da Embraer Aviação Comercial.

Desde a criação, o Laureate Awards da Aviation Week honrou conquistas extraordinárias do setor aeroespacial, e inovadores que representam os valores e a visão da comunidade aeroespacial global que mudaram a forma como as pessoas trabalham e se movem pelo mundo.


A Embraer lançou o programa E-Jets E2 em 2013. A nova geração de aeronaves comerciais é composta por três aviões – E175-E2, E190-E2 e E195-E2, com capacidade de 70 a 146 passageiros. Os E-Jets E2 representam o melhor da nova tecnologia em uma plataforma comprovada. A aplicação de tecnologias avançadas para motores, asas e aviônica diferencia os E-Jets E2 no mercado por fornecer às companhias aéreas o máximo em ganhos de eficiência.

Os aprimoramentos em relação à primeira geração incluem novas asas aerodinamicamente avançadas, com maior alongamento, sistemas e aviônica aprimorados, controles de voo fly-by-wire completos de 4ª geração e os motores de alto desempenho GTFTM da Pratt & Whitney.

Os E-Jets E2 alcançam custos por assento semelhantes aos de aeronaves narrow-body maiores remotorizadas com custos por viagem significativamente menores.

Empresa global com sede no Brasil, a Embraer atua nos segmentos de Aviação Comercial, Aviação Executiva, Defesa & Segurança e Aviação Agrícola. A empresa projeta, desenvolve, fabrica e comercializa aeronaves e sistemas, além de fornecer suporte e serviços de pós-venda.


Desde que foi fundada, em 1969, a Embraer já entregou mais de 8 mil aeronaves. Em média, a cada 10 segundos uma aeronave fabricada pela Embraer decola de algum lugar do mundo, transportando anualmente mais de 145 milhões de passageiros.

A Embraer é líder na fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos e a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil.


Post (383) – Abril de 2019

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O Airpower Teaming System (ATS) da Boeing


"Uma aeronave é o resultado de um conjunto formado por investidores e projetistas, mas ela nada seria sem a coragem e dedicação dos pilotos... Agora querem substituí-lo por tecnologias embarcadas vejam a proposta da Boeing na Austrália".(NG)

A maior presença da Boeing fora dos EUA é na Austrália, onde desde 2000 a empresa adquiriu a maioria dos principais nomes da fabricação local de aeronaves, incluindo as antigas fábricas de aeronaves do governo e a Hawker de Havilland.

“Esta é uma das primeiras vezes, como a Boeing, que criamos um novo produto em um país como a Austrália”, diz Shane Arnott, diretor da Phantom Works International.

A Boeing apresentou seu Airpower Teaming System projetado na Austrália no Australian International Airshow. O ATS da Boeing é um avião não tripulado semelhante a um caça, projetado para operar ao lado de plataformas de combate tripuladas.


Um modelo em escala real da aeronave que está sendo desenvolvido pela Boeing Autonomous Systems e pela unidade Phantom Works International da Boeing na Austrália, onde um demonstrador do conceito deve voar no próximo ano.

O projeto representa o maior investimento no desenvolvimento de programas não tripulados fora dos Estados Unidos em parceria com a Royal Australian Air Force (RAAF) com financiamento do governo Australiano na ordem de US $ 28,67, contando ainda com o envolvimento de fornecedores locais e deve ser produzido e comercializado para clientes de todo o mundo.

O destina-se a aumentar os recursos de plataformas tripuladas por uma fração de seu custo, aumentando sua capacidade de combate. Sendo o primeiro conceito de aeronave militar em que a Austrália investe desde o caça Bumerangue de 1942 a 1945.

É um sistema multi-missão semi-autônomo, capaz de transportar armas e capaz de ser controlado a partir de uma estação de controle terrestre ou de uma plataforma tripulada, sendo que nenhuma modificação significativa na plataforma tripulada seria necessária para controlar os acompanhantes, usando inteligência artificial para manter uma distância segura entre aeronaves.


Ele será capaz de desempenho de 'lutador' e equipado com sensores de bordo para permitir que ele desempenhe funções de inteligência, vigilância e reconhecimento e guerra eletrônica.
A aeronave de 11,60 m de comprimento tem uma fuselagem furtiva, e cauda de borboleta e é alimentada por um único turbofan comercial, não especificado.

A ATS faz parte do portfólio da Autonomous Systems, juntamente com outras aeronaves táticas não tripuladas e destina a ser de baixo custo, modular e flexível, com a capacidade de reconfiguração rapidamente para diferentes missões.

Toda a engenharia foi conduzida na Austrália, e várias configurações diferentes foram estudadas antes de se decidir pelo design final.

https://youtu.be/GiUsfTjpyU4

O protótipo da ATS permitirá que a Boeing e seus parceiros explorem os benefícios de unir uma aeronave não tripulada com diferentes plataformas tripuladas.
O primeiro protótipo está em construção pela Boeing Defense em Brisbane, Queensland, mas Arnott não confirmou se a produção de aviões será construída na Austrália ou nos Estados Unidos.

O ATS pode ser o primeiro avião militar global da Boeing voando na Austrália.


Post (371) – Março de 2019

20190116

Asas "Transonic" da Boeing



As novas asas "Transonic" que a Boeing esta desenvolvendo levarão aviões de passageiros para quase a velocidade do som em grandes altitudes.
Aviões supersônicos estão quase prontos para um retorno. Mas enquanto esperamos a chegada de uma nova geração de jatos comerciais que quebram a barreira do som, a Boeing está trabalhando em outra frente para acelerar as viagens aéreas, tornando os seus aviões mais leves e com maior eficiência energética. 

A Boeing está construindo uma asa transônica ultraleve, que permitirá que aviões maiores sejam mais eficientes. O objetivo final é tornar os vôos de longa distância mais parecidos com vôos de médio curso.

De acordo com testes de laboratório recentes realizados pela Boeing, o projeto conceitual permitiria que as aeronaves atingissem velocidades próximas de Mach 0,8. Porem isso empalidece em comparação com o antigo jato Concorde que atingiu uma velocidade máxima de Mach 2,04 antes de sua aposentadoria em 2003.

As velocidades transônicas da Boeing seriam compatíveis com o que os aviões de hoje alcançam, normalmente na faixa de 400 a 600 mph, por motivos físicos. As novas asas também serão menos barulhentas, o que soa como um bônus adicional para quem se preocupa com motores barulhentos típicos dos jatos comerciais.

Ainda na fase conceitual, as asas, extremamente finas, têm uma extensão de 51,81 m de ponta a ponta, apoiadas por um tirante tipo mão francesa e uma varredura de asa modificada para tornar as aeronaves mais aerodinâmicas.
O conceito é baseado no estudo Transonic Truss-Braced Wing (TTBW) e foi projetado para oferecer uma eficiência aerodinâmica sem precedentes ao voar a Mach 0,8 e são o produto de uma parceria com o  projetoSubsonic Ultra Green Aircraft Research da NASA, baseado em tecnologias de aviação subsônica.
 
O projeto se aproveita da maior eficiência das asas alongadas, similar ao princípio utilizado nos planadores, mostra um grande potencial para reduzir drasticamente o arrasto e melhorar a eficiência de combustível.
A expectativa da indústria é que a próxima geração de aviões quebre com os atuais paradigmas de engenharia, e rompam com conceito estabelecido há 70 anos.

A redução de consumo, novas matrizes energéticas e motores mais eficientes devem ser os pilares que deverão definir o layout básico das aeronaves de próxima geração.


Se você é um estudioso de novas tecnologias da aviação, vale ler o seguinte artigo:

 Post (359) – Janeiro de 2019