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20210617

Asas sobre o oceano espanhol - Sikorsky S-40

 Imagem e texto (resumido) da publicação da Magazine Popular  Mechanics de novembro de 1934.


Na imagem, um Clipper gigante de asas prateadas pegando passageiros e correspondência em um dos portos de escala onde os navios piratas outrora ostentavam a bandeira pirata "Jolly Roger". A mulher nativa e a criança do tipo frequentemente vislumbrado pelos passageiros do clipper quando visitavam as cidades do Caribe. A hora da festa no Velho México traz o bravo cavalheiro para cortejar sua senorita sob uma suave lua do sul, uma cena ao lado das águas caribenhas.

Jolly Roger
Só ontem, ao que parece, um navio de madeira vasculhava os mares e perseguia galeões atraz de peças douradas de ouro. Barba Negra, Capitão Kidd e Sir Henry Morgan espalharam o terror sobre aquele trecho de água conhecido como o Main Spanish. Hoje, asas prateadas voam sobre o mar espanhol, onde velas brancas outrora batiam contra o vento. Clippers comerciais avançam pelos céus como meteoros e pousam em portos onde os piratas costumavam se esconder, esperando suas presas.

Sob a boca dos canhões, paredes dos fortes e dentro das covas dos piratas, os hidroaviões de asas largas da frota Pan-Americana transportam passageiros, correio e cargas de comércio acelerarando a pulsação da vida nas Antilhas. 

Antigamente, demorava muito para se cruzar o Main Spanish hoje é questão de horas. Os passageiros reclinam-se em acentos de veludo macio, bebem bebidas geladas e admiram o mar turquesa e as ilhas com palmeiras. Mas nunca por um minuto eles estão fora de contato com a civilização, o operador do rádio fica sentado em seu posto, transmitindo ordens aos pilotos que guiam seus aviões com uma precisão que faria um pirata enrubescer de inveja.

A vida esta mais seguras no territorio espanhol do que nunca. Milhões de passageiros foram transportados e centenas de milhões de milhas voadas, mas nenhum passageiro nas linhas da Pan American sofreu um grande desastre.

Este registro é mantido sob a mais estrita disciplina de qualquer organização militar já configurou. Os pilotos são treinados não apenas em mecânica e aerodinâmica, mas também na mais delicada questão de responsabilidade. A Pan American desenvolveu 147 aeroportos e 72 estações de rádio terrestres, além de outras tantas estações meteorológicas privadas mantenha contato com suas aeronaves no ar.

E enquanto nos dias anteriores um cruzeiro pelas Índias Ocidentais era repleto de perigos por parte daquela fraternidade sangrenta da pirataria, hoje é um dos lugares mais seguros para se visitar.

Agora voce pode cobrir por via aérea as rotas usadas pelos galeões espanhóis e seus comboios navais no transporte de tesouros de Cartagena no Novo Mundo para Cádiz na Espanha.

Nas muralhas do Forte Charles, o almirante Horatio Nelson andava de um lado para o outro, esperando um ataque da frota francesa, que nunca aconteceu. A outrora a movimentada orla marítima está quase deserta, enquanto Kingston, do outro lado do porto, prospera. Os navios crivados de tiros que ostentavam a Jolly Roger sumiram; as orgulhosas figuras de proa de fragatas eriçadas não existem mais. Mas em qualquer manhã ou noite, com o nascer e o pôr do sol, você pode ver um grande pássaro de asas prateadas mergulhar nas águas azuis enquanto passa por cima do ninho abandonado de piratas artilheiros.

 Segundo o site Pan An Clipper Flyin Boats:

O primeiro avião pan-americano a ser chamado de "Clipper", o S-40 originou-se a partir do desejo de Juan Trippe e Charles Lindbergh por um transporte forte, robusto e de alta capacidade de quatro motores para servir como um transatlântico do ar. Originalmente concebido no final de 1928, o S-40 fez seu primeiro voo de teste abril de 1931, e em 10 de outubro de 1931, a primeira-dama Lou Hoover, esposa do presidente Herbert Hoover, batizou o primeiro S-40 de "American Clipper". 

Em 19 de novembro de 1931, o Americano Clipper fez seu primeiro voo de passageiros, para Cristobal, na Zona do Canal do Panamá, via Kingston, Jamaica e Barranquilla, Colômbia. O conselheiro técnico pan-americano Charles Lindbergh estava no comando do voo até Baranquilla, com Basil Rowe como copiloto...(continua).

Detalhes técnicos do S-40:

  • Comprimento: 23,47 metros;
  • Envergadura: 34,75 metros;
  • Peso Bruto: 15.422 kg;
  • Motores: Quatro motores radiais Pratt & Whitney Hornet, inicialmente de 575 HP, mais tarde 660 HP;
  • Alcance: 1450 km;
  • Velocidade máxima: 220 km/h;
  • Velocidade do cruzeiro: 185 km/h.

Leia mais em:

https://www.clipperflyingboats.com/pan-am/sikorsky-s-40

E neste mesmo blog no link:

 http://aerosngcanela.blogspot.com/search?q=Sikorsky+S-40

 

 Post (462) Junho de 2021

 

20170203

História do vôo 502, o que parou no tempo

“Quando eu estava realizando algumas pesquisas sobre a aeronave Caravelle para a postagem 275 deste blog “aerosngcanela”, encontrei esta história, bastante interessante. Com toda uma vida passada entre as nuvens, os pilotos e as tripulações de aviões costumam ser testemunhas de fenômenos muitas vezes inexplicáveis. E a história incrível do voo 502 não é exceção, leia e tire as suas próprias conclusões”


“Em 31 de janeiro de 1978, o voo 502 da extinta Aviaco, um Caravelle 10-R, pilotado por Carlos García Bermúdez, cruzava os céus na rota Valência-Bilbao, na Espanha. Quando estava nas proximidades do aeroporto de Bilbao, em Sondica, o comandante avistou um aglomerado de nuvens espessas e opacas, pairando a mil metros de altura.

Devido às condições meteorológicas, ele foi notificado pela torre de controle para que mudasse o plano de voo e fosse para o aeroporto de Santander, que estava a 100 km de distância. Quando o comandante alterou o trajeto da aeronave e subiu para uma altitude de 10 mil metros, seguindo instruções, algo inexplicável aconteceu.

Os passageiros e a tripulação a bordo foram testemunhas de uma nuvem lenticular (nuvem em forma de lente que se forma em altas altitudes, em alinhamento perpendicular à direção do vento), que se formou a partir do nada, tão reluzente que os pilotos na cabine tiveram que colocar seus óculos escuros para tentar manter algum tipo de visibilidade. Inevitavelmente, eles adentraram na formação de nuvens, quando já tinham se afastado 35 km do aeroporto de Bilbao, e repentinamente os instrumentos de voo começaram a falhar. A comunicação com a torre de controle foi perdida imediatamente, as bússolas começaram a girar indefinidamente e tanto o painel de direção quanto o horizonte artificial emitiram alertas, indicando que o avião voava na direção oposta à rota traçada.

Até terminarem de atravessar a nuvem e tudo voltar a uma aparente normalidade, passaram-se 7 minutos de total angústia e incerteza, inclusive para o capitão García Bermúdez, que tinha mais de 11 mil horas de voo. A comunicação com a torre de controle se restabeleceu e os instrumentos voltaram a mostrar parâmetros normais, com exceção do hodômetro.
Para a surpresa dos pilotos, o medidor não registrou nenhum quilômetro a mais durante o lapso em que o avião permaneceu dentro da nuvem, como se ele tivesse estado suspenso no mesmo ponto durante 7 minutos.


O Caravelle da Aviaco, voo 502, finalmente aterrissou no aeroporto de Santander sem nenhum tipo de inconveniencia e, uma vez em terra, o comandante informou oficialmente sobre o incidente ocorrido. As autoridades aeroportuárias e a tripulação ficaram surpresas ao constatar que a torre de controle havia perdido contato com o avião por um lapso de 24 minutos e não de 7, como marcaram os relógios da cabine. Todos os que estavam a bordo do voo 502 haviam perdido, inexplicavelmente, um fragmento de tempo de vida.
Atualmente, o processo relativo a esse incidente continua em aberto e sem resolução, apesar das várias investigações técnicas e a ajuda dos melhores especialistas de todo o mundo.”

Fonte:

Post (276) - Janeiro de 2017

20150929

Recortes sobre Lavaud

A postagem (146) deste mesmo blog recentemente postada nos relatava um pouco da história de Demétrio Sensaud de Lavaud - particularmente sobre o seu envolvimento com a aviação aqui no Brasil.

Porem sobre ele, muito mais encontrei na net, que até valeria a pena transcrever aqui no blog, mas resolvi deixar isto por conta da curiosidade de cada um de vocês.

Porem algumas imagens sobram de minhas pesquisas e fiquei com dó de descartá-las... Então apreciem.



Aqui estão alguns links, mas tem muito mais:


Post (152) Setembro de 2015

20150916

A aviação em S.Paulo - 1910

Transcrição do texto publicado no jornal “O Estado de São Paulo” em 8 de janeiro de 1910.

"Primeiro voo em aeroplano na América do Sul. 103 metros em 6” e 18 percorridos pelo monoplano “S.Paulo” em Osasco."

“ O Sr. Demétrio Sensaud de Lavaud, que alguns meses trabalha na construção de um aeroplano de sua invenção, trabalhos esses que o Estado tem acompanhado com maior interesse, conseguiu ontem, afinal, realizar um voo na extensão de 103 metros em 6”18’, numa altura que variou entre dois e quatro metros.

Clique sobre a imagem para ver em tela cheia.
Quem considerar os notáveis progressos que, nestes últimos anos realizou a aviação ao ponto de poder ganhar a taça “Michelin” com um recorde de duração de mais de 4 horas (Farman) e por outro (o Conde Lambert), viajar sobre a cidade de Paris, contornando a torre Eiffel, um voo magnífico, que toda a grande população aplaudiu emocionada, dirá que a “performance” de ontem é, apenas um Record de valor puramente local, tanto mais quanto, uma vez solvido o problema, todos aqueles que se entregaram ás iniciativas deste gênero, baseados na aplicação da hélice como elemento propulsor de um aparelho mais pesado que o ar seja simples continuadores e não criadores.

A favor do arrojado sportsman's, que ontem fez o primeiro voo na América do Sul, milita no entanto, ao lado do nosso acanhado e restrito meio, onde a indústria mecânica cria dificuldades de todo o gênero, a estas iniciativas, o fato de, tanto na concepção do aparelho, como do motor, ter o Sr. Demétrio inúmeras criações suas, as quais “O Estado” já fez circunstanciada menção em números anteriores, sendo ainda de notar que, no aparelho e no motor não há uma só peça fabricada fora de São Paulo.
Há mais de uma vez que o Sr. Demétrio havia interrompido as suas experiências. O motor, pela delicadeza de algumas peças, não funcionava regularmente, de forma que tornou necessária a substituição delas. Depois, um longo e paciente trabalho para regular o motor que absorveu os dias que se seguiram a substituição dos cilindros.

Afinal, há quatro dias, o seu funcionamento, ininterrupto, por espaços de 2 horas, levou o Sr. Lavaud a tentar a experiência de ontem, com êxito incontestável.
Às 5 horas e 20 minutos da manhã, uma última experiência era feita ainda no “hangar”, confirmando a regularidade do motor.
Às 5 horas e 45 minutos o elegante aparelho estava pronto para o vôo, numa rampa situada ao lado da residência do Sr. Lavaud.
Eram 5 horas e 50 minutos quando foi dada marcha do motor.
Uma grande massa de curiosos, não obstante a hora em que se realizava a experiência esperava ansiosa a sua partida.
O arrojado aviador, com um sorriso calmo, atendo ao regulador de essência e á hélice que era apenas uma sombra escura a frente do aparelho, com uma rotação provável de 1.200 voltas por minuto, deu enfim, o sinal para largar o aparelho.
Foi uma descida vertiginosa, numa extensão de 70 metros, ao cabo dos quais o aparelho, obedecendo ao leme de profundidade, deixou o solo librando-se airosamente no ar.
E dai a marcha prosseguiu admiravelmente, a uma altura variando entre 2 e 4 metros até a distância de 103 metros, percorridos em 6” e 18’.
Neste ponto, o motor – o terrível traidor dos aeronautas - que já proporcionou a Lathaqm um inesperado banho em pleno Canal da Mancha, para de repente e o aparelho cai, bruscamente, amolgando as rodas dianteiras.
Foi, pois, preciso suspender a experiência, mas já se podendo contar para São Paulo o “Record” do primeiro vôo Sul-americano, com aparelho de inteira fabricação nacional.
Brevemente o Sr. Demétrio prosseguirá as suas experiências, sendo provável que as realize no Hipódromo desta capital.
Do dia 12 do corrente em diante o seu aparelho, agora denominado monoplano S. Paulo será exposto no teatro Polytheama desta capital.
- Amanhã, “O Estado” exporá em uma das suas vitrinas o instantâneo do aparelho no ar.

São os seguintes os dados que obtivemos sobre o monoplano São Paulo:
O aparelho tem a forma de uma libélula comas asas desprendidas, aproximando-se do tipo “Blériot” com as seguintes diferença: as asas as frente são móveis servindo de leme de profundidade.
Todos os movimentos do aparelho são determinados por duas alavancas, uma de cada lado do centro de direção e formando eixo com o sarrafo superior do esqueleto. As asas de traz são fixas.
Estas modificações introduzidas ao aparelho Blériot são baseadas nos movimentos instintivos do aviador na direção e sustentação do aparelho no ar.
Assim, se o aparelho pende para a direita o corpo do aeronauta acompanha este movimento, o braço esquerdo se levanta e a asa desse lado inclina-se de cima para baixo, servindo desta forma, de leme de profundidade. Se o aparelho pende para a esquerda, o equilíbrio se restabelece com movimentos contrários a este.
Mas, as asas dianteiras servem, também como assim dissemos de leme.
Na curva para a esquerda, por exemplo, o aeronauta abaixa a asa esquerda, (servindo de leme de profundidade) e levanta a asa direita, dando, ao mesmo tempo, ao leme (na cauda do aparelho) um movimento rotativo para a esquerda.
A superfície total de amparo é de 22 metros quadrados e a velocidade de sustentação é de 15 metros por segundo, ou seja, 54 quilômetros por hora.
O esqueleto tem a forma de um fuso, onde estão presas as asas, motor, leme, reservatório de essência e óleo, etc.
Comprimento total do esqueleto é de 10,20 metros por 10,00 de largura, sendo todo construído em madeira nacional.
As asas são fitas de pequenos sarrafos cobertos com uma tela de cretone envernizada, distendida por fios de aço ligando o meio das mesmas ao centro do aparelho a uma altura de 75 centímetros.
As asas grandes (as da frente) têm uma superfície de 18 metros quadrados e as pequenas de 4 metros quadrados. Ambas são côncavas para baixo, formando um raio de 20º. E dão ao aparelho a forma de um triângulo com 2,20 de base por 1,8 de extremidade.
O ângulo de ataque varia de 2º. A 16º, constituindo a base de todas as operações do aparelho.
O movimento do leme é dado por meio de dois pedais situados no centro de direção (lugar do aeronauta).
A hélice é feita de um pedaço inteiriço de jequitibá. Belo trabalho do Sr. Antônio Demosso, tem um diâmetro de 2,1 com uma largura de 30 centímetros, e um “passo” de 1,20.
A sua rotação é 1.200 voltas por minuto, exercendo uma tração sobre o eixo equivalente a 3.000 quilogramas (força centrífuga).
Todas estas partes essenciais do monoplano repousam sobre três rodas reforçadas de bicicleta, munidas de pneumáticos que sustentam 12 quilos por metro quadrado.
O centro de gravidade esta a 3 metros e 50 centímetros do centro de tração e a quarenta centímetros do solo e o centro de direção a 3,80 do centro de tração.
A essência e o óleo estão num mesmo reservatório de latão que se liga com o motor por meio de tubos de cobre.
Capacidade do reservatório é de 25 litros. Peso total do aparelho com o aviador 260 quilos. Só pó aparelho 190 quilos. Peso da essência e óleo, 25 quilos. Motor 25 quilos com força de 28 a 32 HP.
- As gravuras que acima publicamos sobre o esqueleto do aeroplano representam-no visto de cima (fig.n.1) visto de lado (fig. N.2) e vista de frente (fig. N.3).
Na figura n.1 as letras A. e A’ representam as asas grandes; B. e B’ as asas pequenas; C. o centro de direção; D. e D’ motor e hélice; E. o leme e F. o esqueleto.
No figura n.2 vêm-se o esqueleto F. as rodas B. e B’ e C. local para o reservatório de essência e óleo.
Na figura n.3 vêm-se as asas grandes, (A. e A’), e as pequenas (B. e B’) o centro de direção (C.) e os sustentáculos das asas A. e A’, B e B’.
Para as experiências oficiais, no Hipódromo, o Sr. Lavaud, convidará uma comissão do Automóvel Club de São Paulo”

Leia mais sobre Demétrio Sensaud de Lavaud em:
http://www.escuderia.com/ingeniero-inventor-escritor-sensaud-de-lavaud/

Post (146) - Setembro de 2015

20150427

Catangus

José Garcia nasceu em Madri, Espanha é um desenhista, um artista digital, que cria projetos fantásticos de aviões que denominou de CATANGUS, que podem ser vistos na galeria do Flicker e também do site no site “Deviant art” na página chamada “DigitalAviationsArts”, selecionei os links referentes à aviação, mas também se pode ver uma infinidade de outros modelos nestes mesmos links, é só navegar (ou como dizia aquele velho piloto é só sobrevoar)...

Álbum digital, com obras de diversos artistas, configure a velocidade e veja em tela cheia.
Clique sobre a imagem que esta sendo exibida para ir para a página do artista.

Link das imagens (748 fotos em muitos álbuns) dos CATANGUS e outros no Flicker:
https://www.flickr.com/photos/cutangus/

Link do “DigitalAviationsArts”
http://digitalaviationarts.deviantart.com/

Post (057) - Abril de 2015

20150413

Autogiro ou girocóptero

O Autogiro ou girocóptero é um tipo de aeronave  cuja sustentação em voo é fornecida por asas superiores rotativas não motorizadas. Sua história teve no início por volta dos anos 1920.

Clique na imagem para ver em um tamanho maior.

Um autogiro parece um pouco com um helicóptero, mas o rotor das asas superioras gira livremente como hélices, não acionadas por um motor. Sendo que uma hélice acionada por um motor convencional fornece o impulso horizontal para puxar através do ar, enquanto o rotor gira livremente fornecendo o empuxo elevador, agindo como asas de um avião. Conseqüentemente o autogiro necessita de uma pista curta para descolar e pousar, não consegue pairar ou decolar como um helicóptero. É muito manobrável e alguns modelos atingem uma velocidade de cerca de 100 mph, possuindo uma autonomia de 300 milhas. 
O primeiro autogiro foi desenvolvido e construído pelo espanhol Juan de La Cierva,  tendo feito o primeiro voo em 9 de janeiro de 1923, pilotado por ele mesmo no Aeroporto de Madrid de “Cuatro Vientos”.

Veja como o autogiro funciona e um pouco de sua história em:
Nesta página do Flipboard pode-se encontrar pouco mais sobre o assunto:

Nos dias de hoje, muitas empresas estão desenvolvendo este tipo de aeronave como, por exemplo, a Cavalon, veja no seu site a sua proposta e a galeria de imagens:  http://www.auto-gyro.com/en/Cavalon/

Post (048) – Abril 2015

20150406

Será assim o futuro dos aviões, em forma de baleia?

As aeronaves tornaram-se cada vez maior, em um esforço para aumentar o número de passageiros e reduzir o custo dos bilhetes. Um novo design descomunal poderia mudar a nossa forma de voar?

A Airbus A380 ainda provoca uma grande entusiasmo em um aeroporto. O gigante avião de dois andares pode acomodar entre 500 e 850 pessoas, dependendo de quanto espaço é dado à classe econômica e quanto espaço extra é deixado para as pernas dos passageiros da primeira classe. É um gigante da aviação, é a maior aeronave de transporte de passageiros a voar pelos céus. Mas o A380 pode se tornar pequeno se outro, de design mais descomunal vir a se elevar aos céus.

O Sky Whale AWWA  é uma aeronave conceito do designer espanhol Oscar Vinals. Com três andares para passageiros, parece um cruzamento entre uma baleia e um ônibus espacial da ficção científica. Será que este enorme projeto prenuncia o futuro das viagens aéreas?


No alvorecer da era dos grandes jatos vieram os Boeing 707, uma aeronave capaz de transportar mais passageiros e mais rápido do que qualquer outro existente. Nas décadas seguintes, os aviões têm crescido cada vez mais. O advento dos projetos "Jumbo", caracterizados por Boeing 747, significou mais passageiros por voo, e, portanto, assentos mais baratos.

Segundo Vinals:

“Viajar no Whale Sky poderá ser como uma viagem em sua ‘cadeira de teatro, desfrutando do que acontece ao seu redor, ouvido um leve ruído do fluxo de ar e sentindo-se seguro dentro de uma estrutura grande e inteligente”
“O projeto deverá usar tecnologias avançadas, como as asas girando para permitir que os motores em uma posição quase vertical permitiriam decolagens curtas. Os motores elétricos seriam alimentados por turbinas no interior das asas, como um poderoso dínamo de alto desempenho.“
“O desenho também exigiria um sistema de fluxo de ar redirecionado para a admissão dos motores e para o controle do fluxo laminar.”
"Eu fiz isso porque eu sou um entusiasta de desenvolvimento e da evolução da tecnologia aeroespacial e de aviação, para as quais eu gostaria de contribuir.”

Talvez essa visão de alguém fora da indústria aeroespacial, sem preconceitos, é o que é falta para revolucionar o design de aviões.  É de onde esses conceitos vêm. É desafiar as pessoas através de suas imaginações. É a oportunidade da comunidade da engenharia, quer dizer: isso é uma boa idéia, vamos tentar fazer isso acontecer.
Há três fatores a considerar ao avaliar o projeto de uma aeronave, conhecidos como a Equação Berguet Gama (*).  Esta pode ser usada como uma estimativa da eficiência. O projeto que limitaria a turbulência em torno das asas, diminuindo assim o arrasto. São eles:

- A eficiência da propulsão (Quão eficiente são seus motores?),
- A eficiência aerodinâmica (Elevador é maximizada e arraste minimizado?) e
- A eficiência estrutural (Quanto de carga pode carregar?).

Geralmente as companhias aéreas querem voar, tanto quanto possível, com a maior carga possível, ao mesmo tempo usando o mínimo de combustível. Se você pode maximizar isto, você tecnicamente tem o melhor projeto. 

"A Boeing e Airbus tem um monte de experiência de construção de aeronaves que se parecem com um tubo provido de asas. A fuselagem cilindra é uma forma estruturalmente eficiente para a pressurização do ar quando se esta voando a grande altitude. A fuselagem de um grande avião é um vaso de pressão. Precisa-se de uma secção transversal circular para que isto aconteça. Você não vê tanques de mergulho de seção retangular, eles são cilíndricos, é claro. Olhar a maneira que são feitas as aeronaves, não é por causas estilísticas, mas inteiramente por razões técnicas. A forma segue a função,” diz Mark Drela, professor do departamento de aeronáutica e astronáutica no MIT. 

“Por essa razão, duvida-se da viabilidade de projetos como este, são mais um conceito estilístico. Além do mais, para um fabricante ser capaz de vender uma aeronave nova, tem de demonstrar que é segura. Os regulamentos de segurança têm evoluído ao longo do século, mas para um design radical deste tipo seria muito mais difícil de demonstrar a segurança,” conclui Drela.

Para terminar Vinals diz: “Albert Einstein pode ter a última palavra sobre este assunto - A sua imaginação é a sua prévia das próximas atrações da vida".

 (*) Esta equação não é para nós podres mortais, mas se alguém se interessar, aqui vai o link:



Post (042)